
http://www.goear.com/listen.php?v=91ac0c7 (só começa a música lá pelos 40 segundos)


Eu sempre acho interessante ir a feiras e mercados em países estrangeiros. Diz muito sobre cada povo, ver o que ele come. Na feira de Le Puy, compramos mel, pão, queijo e lingüiça, que acabamos só podendo comer dois dias depois, numa viagem de trem. E para surpresa geral, estava tudo ótimo. O pão não estava duro, o queijo e a linguiça não estavam podres (isto é, não além do normal). Como devia ser, pelos idos de 1260.
Em tempo: a catedral de Le Puy é parte da rota de peregrinação do Caminho de Santiago.
Mexeu com meu coração a notícia de que a Conrad traz de volta às livrarias brasileiras livros de Calvin & Haroldo. A coletânea O Mundo É Mágico, recém-lançada, está hoje em primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos publicada hoje n'O Globo, seção Infanto-Juvenil. É estranho que esteja entre os infanto-juvenis, mas não é de todo despropositado. Ainda que seja, a meu ver, voltada para adultos, a série Calvin & Haroldo tem um grande apelo para o público jovem, pré-adolescente e adolescente.
verso, datilografada. Não lembro a periodicidade, se semanal ou quinzenal. Meu pai me ajudava, e eu tinha alguns assinantes, entre amigos e parentes. Um dia, não me lembro como nem por que, ligaram de um programa de TV, daqueles de entrevistas no meio da tarde, me convidando para ir ao programa falar do jornalzinho (cujo nome era esse mesmo, "Jornalzinho"). Eu fui, falei sobre o meu veículo de comunicação, e graças ao programa consegui mais alguns assinantes, que, glória total, eu não conhecia. Eles pagavam assinatura e recebiam o jornal pelo correio. Meu pai mandou fazer um carimbo IMPRESSO, que barateava a postagem. Era o máximo.
Eu gostava tanto, que ficava fazendo adesivos do Calvin e Haroldo para colar no meu fichário da escola, no meu armário, no meu aparalho de som. Era um processo artesanal. Comprava papel-manteiga, colocava em cima do desenho e copiava por cima, com caneta preta (aquelas Paper Mate pretas finas, 0.7, lembra?). Em seguida cortava ao redor do desenho copiado, deixando uma margem. O passo seguinte era pegar um Contact transparente e cortar com o mesmo formato do desenho em papel manteiga, mas num tamanho maior. Abria-se um pouquinho o Contact, descolando só de um lado, e colocava o desenho no meio, entre a parte colante e a parte não-colante. Pronto, era um adesivo, que podia guardar. Depois era só abrir o Contact todo e colar onde quisesse. Eu fiz tanto isso.
Eu amo essa cara que a mãe faz em algumas tiras
A comunidade do Orkut era muito legal (naqueles primórdios, época em que alguém ainda parava para ler mensagens em fóruns do Orkut), e passavam-se mensagens e mais mensagens relembrando as tiras preferidas -- algumas seleções específicas, como "qual a sua tira sobre bonecos de neve preferida?", esta aliás uma das minhas séries favoritas. Alguém da comunidade passou o link de um site onde havia todas as tiras, e eu passei um bom tempo (re)lendo algumas tiras todo dia de manhã, antes do trabalho.



As incríveis fugas do cosmonauta Spiff, as noites com a baby-sitter Rosalyn, a relação de amor e ódio com Susie Derkins, o mundo dos dinossauros, as contantes idas para a sala do diretor da escola, as tentativas do pai de "formar caráter", os monstros sob a cama, as brigas com Haroldo, a máquina do tempo e o duplicador, os bonecos de neve, os trabalhos escolares.
Nas mesmas histórias, o melhor e o pior de ser uma criança, o melhor e o pior de conviver com uma criança.

Para os fãs: visitem a lista de links sobre o assunto em http://ignatz.brinkster.net/clinks.html, e não percam o site onde se pode buscar tirinhas por assuntos ou palavras: http://www.transmogrifier.org/ch/comics/list.cgi
