Para não pensarem que minha vida é só o mar de rosas da maternidade.
Não é.
Sexta-feira começo um tratamento de canal.
Tô super animada, hein.
Além disso, minha cozinha inundou esses dias, o teto está todo infiltrado, o reboco caindo.
Só delícia.
Mathilde ficou com uma febrinha, reação da vacina dos dois meses.
E Marido viajou ontem, só volta no dia 15.
Em compensação, tive um sonho de anteontem pra ontem que foi assim:
Cena 1: Eu e meu Primo Querido andando na Av. Atlântica (do lado dos prédios, não no calçadão), e ele comentava, en passant, que o salário dele na empresa de internet em que trabalha era de R$ 399 mil por mês. E eu pensando "Porra, eu tô muito mal mesmo. Que merda isso de não saber negociar salário. R$ 399 mil, caceta!"
Cena 2: Eu em reunião com umas pessoas com quem eu mal tive contato no meu último emprego, eles me oferecendo um novo emprego. Eu perguntava mil coisas, mas qual vai ser o trabalho?, com quem vou trabalhar?, quem vai ser meu chefe direto?, etc. E o salário era R$ 14.500. E eu ainda perguntava, Mas 14.500? Por quê? Tem alguma instrução da diretoria para que os salário não ultrapassem 15 mil? Aí eu dizia, Vejam bem, estou com um bebê de 2 meses em casa, não daria para voltar agora em horário integral, blablabla, e eles diziam que tudo bem. De qualquer forma eu não respondia, ficava de pensar.
Cena 3: Quando eu saía dessa reunião da Cena 2, aparecia a dra. Cameron, de House, e dizia: Não aceite essa oferta de emprego, porque o House vai te oferecer um trabalho. E de fato logo aparecia o dr. House, e a gente caminhava por uma rua aqui perto de casa, e ele dizia que queria que eu fizesse parte da equipe dele (ao lado da Cameron, do Foreman e do Chase). E eu ponderava, Mas eu sou jornalista, não sou médica, nem saco nada de biologia, como é que eu posso ajudar em alguma coisa? E ele: Mas nós precisamos justamente é de um olhar leigo, de fora, para os nossos casos. E em seguida começava a fazer uma conta num pedaço de papel, uma conta de somar com vários números, um debaixo do outro, uma soma enorme, e no fim das contas concluía que podia me pagar R$ 42 mil. Por mês.
E aí acordei.
Sugestões de interpretação?
Pelo sim pelo não, peguei umas cartelinhas da Mega-Sena. Anotaram aí? Combinações com 399.000, 14.500 e 42.000. Se vocês ganharem, me dão um carro novo?
Tenho que ir agora. Tá na hora de House.
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4.3.08
Viva W
Marina W pede para avisar que seu blogue mudou de endereço. Agora é www.marinaw.com.br. Anotaram?
Eu já disse que entrei no mundo dos blogues por causa dela? Já, né? Pois.
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Eu já disse que entrei no mundo dos blogues por causa dela? Já, né? Pois.
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Ideias fixas:
blogue
3.3.08
Uma carta
Filha,
Faz hoje dois meses que você nasceu. E agora, o que eu mais queria era que meus olhos fossem filmadoras, para que eu pudesse registrar todas as nuances das suas expressões, as suas carinhas, os seus gestos, os seus barulhinhos, todas essas delícias que fizeram dos últimos 60 dias os mais intensos e felizes da minha vida.
Por mais que eu fotografe e filme, nunca poderei guardar todos os momentos preciosos...
a delícia que é você se espreguiçando depois de uma boa mamada
o seu sorriso maravilhoso todo dia de manhã
a sua carinha quando espirra que nem gente grande -- inclusive quando você se prepara, faz "a-a-a", mas o "tchim" não vem
a cara de conteúdo que você faz no seu carrinho ou no colo, com a mãozinha no queixo e os olhos bem abertos
a sua mãozinha de dedos finos e compridos
o seu pezinho perfeito, com dedinhos redondinhos que parecem grãos de milho de pipoca
quando você morre de rir na sua cadeirinha de balanço
quando você conversa com a gente, na sua língua própria
a sua cara de bico, fazendo dengo, com a boca tão virada pra baixo que parece mesmo esses bonequinhos tristes :-(
quando você ataca o meu peito com uma fúria incrível, e me faz lembrar a campanha do Betinho e o slogan "quem tem fome tem pressa"
o seu chorinho tão educado quando acorda à tarde, como quem apenas diz "oi, estou aqui", sem fazer escândalo
até as suas caretas de dor, quando toma vacina, e faz meu coração ficar deste tamaninho
Ah, minha filha, você não imagina a alegria que é ser sua mãe.
Faz hoje dois meses que você nasceu. E agora, o que eu mais queria era que meus olhos fossem filmadoras, para que eu pudesse registrar todas as nuances das suas expressões, as suas carinhas, os seus gestos, os seus barulhinhos, todas essas delícias que fizeram dos últimos 60 dias os mais intensos e felizes da minha vida.
Por mais que eu fotografe e filme, nunca poderei guardar todos os momentos preciosos...
a delícia que é você se espreguiçando depois de uma boa mamada
o seu sorriso maravilhoso todo dia de manhã
a sua carinha quando espirra que nem gente grande -- inclusive quando você se prepara, faz "a-a-a", mas o "tchim" não vem
a cara de conteúdo que você faz no seu carrinho ou no colo, com a mãozinha no queixo e os olhos bem abertos
a sua mãozinha de dedos finos e compridos
o seu pezinho perfeito, com dedinhos redondinhos que parecem grãos de milho de pipoca
quando você morre de rir na sua cadeirinha de balanço
quando você conversa com a gente, na sua língua própria
a sua cara de bico, fazendo dengo, com a boca tão virada pra baixo que parece mesmo esses bonequinhos tristes :-(
quando você ataca o meu peito com uma fúria incrível, e me faz lembrar a campanha do Betinho e o slogan "quem tem fome tem pressa"
o seu chorinho tão educado quando acorda à tarde, como quem apenas diz "oi, estou aqui", sem fazer escândalo
até as suas caretas de dor, quando toma vacina, e faz meu coração ficar deste tamaninho
Ah, minha filha, você não imagina a alegria que é ser sua mãe.
Ideias fixas:
vida de mãe
28.2.08
Salvando o orgulho alvinegro
Eu não ia falar sobre a vitória do Flamengo sobre o Botafogo no último domingo porque, vocês sabem, este assunto não cai bem aqui em casa. Mas aí li o post furibundo do grande Idelber, e a perfeita colocação da Frida Helê de que ele tem uma "sanha assassina contra o Mengão" (haha, genial!). Claro, afinal quem pode acreditar numa suposta isenção atleticana contra o mais-querido?
Enfim, foi Marido himself que me mostrou este texto ótimo, de um botafoguense, que gerou um comentário sensacional, um texto que desde já seleciono como um dos mais apaixonadamente memoráveis sobre futebol.
Enfim, foi Marido himself que me mostrou este texto ótimo, de um botafoguense, que gerou um comentário sensacional, um texto que desde já seleciono como um dos mais apaixonadamente memoráveis sobre futebol.
27.2.08
A canção infantil em debate (III)
Uma breve análise sobre o cancioneiro que embala nossas crianças
Estudo de caso: Pai Francisco entrou na roda
Pai Francisco entrou na roda
Tocando seu violão
Tá-ram-ram-tam-tão
E vem de lá seu delegado
Pai Francisco foi pra prisão
Como ele vem
Todo requebrado
Parece um boneco
Desengonçado
Um retrato da intolerância institucional e da violência policial em nosso país transmitida, sem censuras, às crianças.
Para começar, o personagem é "Pai" Francisco. É razoável, portanto, imaginar que se trata de um pai-de-santo, afinal, não sei de muitos outros casos em que as pessoas chamem as outras de "Pai" fulano. Depois, a única ação de Pai Francisco de que temos notícia é que ele entrou na roda tocando seu violão. E nada mais fez Pai Francisco para despertar a ira do delegado que, sem outro motivo, meteu-lhe na prisão. Foi porque ele era "Pai"? Porque ele tocava violão? Um caso clássico da associação do violão (e da música popular) com a vadiagem, a malandragem e, em última instância, o crime. Sim, senhores, o crime de Pai Francisco foi tocar seu violão! Tá-ram-ram-tam-tão!
Passemos à segunda estrofe, quando o ritmo da música se altera, ficando mais agitado. Nesse momento, Pai Francisco volta da prisão, e para nosso mudo espanto, volta todo requebrado, como um "boneco desengonçado". Pai Francisco apanhou, e muito, na prisão! Teve seus ossos quebrados, múltiplas fraturas, escoriações, e nós estamos cantando e dançando essa ode à violência aos nossos filhos!
Basta de clamares inocência, Free Pai Francisco Now!
Ideias fixas:
superbobagens
25.2.08
1 mês, 3 semanas
Hoje levamos Mathilde a uma nova pediatra. Não gostei muito do outro a que estávamos indo antes, o cara passava a régua geral. As consultas duravam menos de dez minutos e eu sentia que ele praticamente nos expulsava do consultório. Mal olhava para a menina -- pesava, media, dizia que estava tudo bem, e... próximo!
A consulta de hoje, que foi a primeira com essa médica, demorou uma hora, e foi uma aula. Coisa rara, e valiosa. Mathilde, comportadésima, dormiu o sono dos justos na parte "teórica" (a conversa) e esbanjou sorrisos e simpatias na parte "prática" (os exames, pesagens, medições). Passou em tudo com louvor, está graaande (57cm) e pesada (4.660g), mas não é do tipo bebê-buda, aquelas coisas gordas. Ela é, hmm, esbelta, por assim dizer.
A consulta de hoje, que foi a primeira com essa médica, demorou uma hora, e foi uma aula. Coisa rara, e valiosa. Mathilde, comportadésima, dormiu o sono dos justos na parte "teórica" (a conversa) e esbanjou sorrisos e simpatias na parte "prática" (os exames, pesagens, medições). Passou em tudo com louvor, está graaande (57cm) e pesada (4.660g), mas não é do tipo bebê-buda, aquelas coisas gordas. Ela é, hmm, esbelta, por assim dizer.
O curioso é que senti tanta confiança na médica, que me dei conta que relaxei um pouco na relação com a minha filha. De fato me convenci de que ela está tão bem, que eu posso deixá-la mais à vontade, sair para dar uma volta ou resolver coisas na rua com mais freqüência etc. Separar um cadinho mais. Eu até me acho uma mãe bem relax, sem frescuras, sem água fervida pra banho, sem problemas com quem quiser pegá-la no colo, sem paranóias. Mas agora cheguei em outro patamar de tranqüilidade.
Gostei muito quando a doutora disse: "Ela pensa que é mais velha do que é". Ha. Minha filha é tão madura.
Hoje montamos a cadeirinha de balanço dela. É o primeiro brinquedo que ela usa. Um sucesso, vejam só.
Ai, ai. E meu coração se dilata dia a dia.
Ideias fixas:
vida de mãe
Jesus ensaia outras figuras de estilo
Continuando o momento bom humor, esse quadro do Gato Fedorento, a versão lusitana do Monty Python.
Recomendado para professores de português que precisam ensinar aos alunos a hipérbole, a anáfora, a onomatopéia, a aliteração, a ironia...
-- Ele tem razão, Senhor, por que sempre parábolas? Por que é que em vez não utilizais a alegoria, um outro recurso estilístico?
-- Sim, estamos fartos de parábolas, Senhor. Se continuais com esta mania, eu e Pedro vamos dar a bola.
Recomendado para professores de português que precisam ensinar aos alunos a hipérbole, a anáfora, a onomatopéia, a aliteração, a ironia...
-- Ele tem razão, Senhor, por que sempre parábolas? Por que é que em vez não utilizais a alegoria, um outro recurso estilístico?
-- Sim, estamos fartos de parábolas, Senhor. Se continuais com esta mania, eu e Pedro vamos dar a bola.
Ideias fixas:
em bom português,
superbobagens
A pulga -- Auf Wiedersehen
Não é mais um número de A canção infatil em debate, mas A Arca de Noé é mais um disco que voltei a ouvir bastante -- para minha alegria.
Agora, essa letra...
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Com mais um pulinho
Estou na perna do freguês
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Com mais uma mordidinha
Coitadinho do freguês
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Tô de barriguinha cheia
Tchau, Good bye, Auf Wiedersehen
"Tchau, Good bye, Auf Wiedersehen"?!
Hahaha! Era um pândego esse Vinicius de Moraes!
Agora, essa letra...
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Com mais um pulinho
Estou na perna do freguês
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Com mais uma mordidinha
Coitadinho do freguês
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Tô de barriguinha cheia
Tchau, Good bye, Auf Wiedersehen
"Tchau, Good bye, Auf Wiedersehen"?!
Hahaha! Era um pândego esse Vinicius de Moraes!
Ideias fixas:
música,
superbobagens
13.2.08
12.2.08
Feminina
Mathilde já tem um disco favorito.
![]()
Por causa, claro, dessa fofura de música:
http://www.goear.com/listen.php?v=23dd20e
Eu gosto muito. Mas bom mesmo é dançar com ela no colo, todo dia de manhã, ao som desse samba muito bom:
http://www.goear.com/listen.php?v=07452d0
Bom gosto :-)
Ideias fixas:
música,
vida de mãe
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