13.8.08
Drops olímpicos
A cerimônia de abertura. Quando começaram as delegações já antecipei que a roupa dos atletas brasileiros seria, como sempre, medonha. Mas aquele chapeuzinho de camelô no carnaval barrou as piores expectativas.
Ginástica olímpica. Pra mim, é o esporte com mais cara de olimpíada. Fascinação de infância, não sei. (Ou talvez seja o nome do esporte. Dã.) Marido tem uma expressão ótima para demonstrar seu espanto com as meninas de 14 anos que sabem fazer aquelas coisas todas: "comem com a mão". O que significa que, em sua curta existência, não tiveram tempo de aprender a fazer mais nada além de ginástica olímpica - nem mesmo usar talher. Well. Pra mim o Diego Hypólito vai um passo além nessa categoria. Ele me lembra muito aquela figura clássica do idiota de estimação das cidades medievais - toda cidade tinha um idiota. Como era o nome daquele d'O Nome da Rosa? Salvatore, acho. Pois. Aquilo pra mim é o Diego Hypólito. Claro que ele deve ser inteligentíssimo ("claro"?), mas poucas pessoas têm mais ar de idiota. Seja como for, idiota ou não, ele deve estar mais rico do que eu. De modos que. Melhor rever meus conceitos de idiotice.
Mas, seguindo na ginástica. Jade Barbosa. Vocês não têm vontade de chorar toda vez que ela aparece na TV? Céus, que pessoa triste. Tenho pena, e nem sei por quê.
Natação. É muito injusto que tenham tantas provas com as mesmas pessoas competindo. Fico pensando nos caras que bolaram as provas:
- Agora vamos fazer 400m costas, além dos 100m, e dos 200m.
- Boa. Agora revezamento 100m borboleta.
- Tá. Aproveita e põe também revezamento 200m borboleta.
- Pô, vai ficar forçado...
- Nah, que nada, põe aí!
Como se o vôlei tivesse um campeonato de partidas com sets de 10 pontos, 15 pontos, 20 pontos - cada um com suas medalhas.
Mala-sem-alça da cobertura jornalística: Oscar Schmidt. Sem mais comentários.
.
Ideias fixas:
atualidades,
esporte
12.8.08
Ilariê
São muitos e variados os motivos pelos quais as pessoas hesitam ou adiam a decisão de ter filhos. A mudança de estilo de vida, a falta de liberdade, o compromisso firmado para sempre, a questão financeira, o baque no relacionamento do casal, etc. Passamos por tudo isso, naturalmente. Mas no meu caso ainda se impunha mais uma questão deveras importante.
As festas infantis.
Durante anos, enquanto morava com a minha mãe, convivi com umas festas absurdas num play de um prédio a três ruas de distância, mas que por um infeliz acaso (morávamos num andar alto, e todos os prédios ao lado eram bem baixos, deixando a vista livre) conseguíamos avistar - e principalmente, conseguíamos ouvir. Eram festas histéricas, com equipamento de som, música ruim e "animadores" insandecidos. Traumatizante.
De modos que aqui em casa isso passou a ser uma questão meio problemática. Porque se eu não me animo a freqüentar festas de criança, marido muito menos. E até agora foi virando jogo de empurra quando se trata de eventos "infaltáveis". Batizado de fulana, vai você. Aniversário de beltrana, vou eu. Ir os dois é desperdício.
Porém. No fim de semana tive uma experiência ótima. Festa de 1 ano de C., filha de minha amiga A. Festas de 1 ano são especialmente inquietantes para mim (podem me cobrar depois, caso eu venha a morder a língua em janeiro de 2009). Porque, na boa, a criança aproveita só um pouquinho, né? Pesquisa realizada pelo DataTerapiaZero indica que 53,4% dos aniversariantes de 1 ano dormem a maior parte da festas. Sim, um ano é uma data a ser celebrada, um ano de ser pai e mãe, é importante. Mas, bem, então vamos assumir logo que é uma festa para os pais, e não para o pobre bebê. Melhor deixar de lado os brigadeiros, cajuzinhos e decorações da Moranguinho e fazer logo um churrasco, chamando os amigos e a parentela.
Mas voltando à festa de C. Pra começar, foi na casa dos avós. Porque, é claro, se fosse num desses estabelecimentos medonhos conhecidos como "casa de festas", eu não passava nem perto. Segundo, não tinha 15 mil crianças. Tinha uns 10, 12 bebês, e só. Terceiro, não tinha "quiança"; só tinha "bebê" (© Joana). Quarto, a festa consistia em umas esteiras na sala onde ficavam os bebês com as mães, um monte de brinquedos e uma moça tocando violão e cantando musiquinhas infantis*.
Quer saber? Foi ó-te-mo. Mais engraçado foi ver a pequena Mathilde, pela primeira vez dividindo um espaço tão pequeno com tantos contemporâneos, tendo que dividir brinquedos inclusive. E sabem o que mais? Ela não se fez de rogada, apesar de ser a menorzinha. Engatinhou pra cá e pra lá, deu seus gritinhos (rrraahhh!!), escalou as pessoas em volta (porque a única coisa que ela quer fazer na vida é ficar em pé) e interagiu à beça com os demais. Muito figura.
De modos que: há salvação para a festinha de 1 ano.
* Estou achando que sou o único ser humano que não sabia que existia uma versão brasileira para "Frère Jacques" chamada "A Baleia". Por favor, alguém diz que também não sabia.
As festas infantis.
Durante anos, enquanto morava com a minha mãe, convivi com umas festas absurdas num play de um prédio a três ruas de distância, mas que por um infeliz acaso (morávamos num andar alto, e todos os prédios ao lado eram bem baixos, deixando a vista livre) conseguíamos avistar - e principalmente, conseguíamos ouvir. Eram festas histéricas, com equipamento de som, música ruim e "animadores" insandecidos. Traumatizante.
De modos que aqui em casa isso passou a ser uma questão meio problemática. Porque se eu não me animo a freqüentar festas de criança, marido muito menos. E até agora foi virando jogo de empurra quando se trata de eventos "infaltáveis". Batizado de fulana, vai você. Aniversário de beltrana, vou eu. Ir os dois é desperdício.
Porém. No fim de semana tive uma experiência ótima. Festa de 1 ano de C., filha de minha amiga A. Festas de 1 ano são especialmente inquietantes para mim (podem me cobrar depois, caso eu venha a morder a língua em janeiro de 2009). Porque, na boa, a criança aproveita só um pouquinho, né? Pesquisa realizada pelo DataTerapiaZero indica que 53,4% dos aniversariantes de 1 ano dormem a maior parte da festas. Sim, um ano é uma data a ser celebrada, um ano de ser pai e mãe, é importante. Mas, bem, então vamos assumir logo que é uma festa para os pais, e não para o pobre bebê. Melhor deixar de lado os brigadeiros, cajuzinhos e decorações da Moranguinho e fazer logo um churrasco, chamando os amigos e a parentela.
Mas voltando à festa de C. Pra começar, foi na casa dos avós. Porque, é claro, se fosse num desses estabelecimentos medonhos conhecidos como "casa de festas", eu não passava nem perto. Segundo, não tinha 15 mil crianças. Tinha uns 10, 12 bebês, e só. Terceiro, não tinha "quiança"; só tinha "bebê" (© Joana). Quarto, a festa consistia em umas esteiras na sala onde ficavam os bebês com as mães, um monte de brinquedos e uma moça tocando violão e cantando musiquinhas infantis*.
Quer saber? Foi ó-te-mo. Mais engraçado foi ver a pequena Mathilde, pela primeira vez dividindo um espaço tão pequeno com tantos contemporâneos, tendo que dividir brinquedos inclusive. E sabem o que mais? Ela não se fez de rogada, apesar de ser a menorzinha. Engatinhou pra cá e pra lá, deu seus gritinhos (rrraahhh!!), escalou as pessoas em volta (porque a única coisa que ela quer fazer na vida é ficar em pé) e interagiu à beça com os demais. Muito figura.
De modos que: há salvação para a festinha de 1 ano.
* Estou achando que sou o único ser humano que não sabia que existia uma versão brasileira para "Frère Jacques" chamada "A Baleia". Por favor, alguém diz que também não sabia.
Ideias fixas:
vida de mãe
7.8.08
4.8.08
Aliás e a propósito
Uma dúvida.
Vocês, meus queridos e sagazes leitores, acham, digamos, "perigoso" colocar fotos de Mathilde no blogue, acessíveis a quem quer que seja? Ainda que eu não coloque o nome real dela ou meu, levando em conta a quantidade de malucos que habitam a internet, vocês acham uma exposição desnecessária e até quase irresponsável? Porque, por exemplo, no Or*kut, aquele criadouro de loucos, não tem foto e nem menção a ela no meu perfil - que eu acesso uma vez por mês, mais ou menos, nem sei bem pra quê.
Então não sei. É uma questão que me ocorre de vez em quando, e resolvi perguntar a opinião de vocês que me lêem.
Vocês, meus queridos e sagazes leitores, acham, digamos, "perigoso" colocar fotos de Mathilde no blogue, acessíveis a quem quer que seja? Ainda que eu não coloque o nome real dela ou meu, levando em conta a quantidade de malucos que habitam a internet, vocês acham uma exposição desnecessária e até quase irresponsável? Porque, por exemplo, no Or*kut, aquele criadouro de loucos, não tem foto e nem menção a ela no meu perfil - que eu acesso uma vez por mês, mais ou menos, nem sei bem pra quê.
Então não sei. É uma questão que me ocorre de vez em quando, e resolvi perguntar a opinião de vocês que me lêem.
Ideias fixas:
blogue
3.8.08
7 meses

Meu amor,
Esta madrugada, enquanto te colocava no colo para a mamada noturna - como fazemos todos os dias, sem exceção, há sete meses - quase não te reconheci, tão grande estás. Poderia dizer que quase não cabes mais no meu colo, mas seria uma mentira. Já sei, desde agora, que sempre, sempre caberás em mim. Mas vejo tuas pernas tão compridas, teus braços já fortes, essas mãos ágeis e decididas, o olhar mais expressivo da face da terra, e tudo isso se embaralha na minha cabeça quando se funde à imagem indelével do primeiro momento em que te vi, tão pequena e frágil, tão linda.
Hoje comemoramos teus sete meses, e meu espanto continua a cada dia, vendo quanta coisa já fazes, já percebes, já resolves e já desejas. Como já sabes conseguir o que queres, e como são difíceis nossos embates de vontades, pois já começo a entender teus truques e artimanhas.
Temos ainda tanta coisa pela frente, nós duas juntas, e isso basta para me fazer imensamente feliz.
Serei sempre muito grata a ti por me fazeres descobrir tantas coisas a meu próprio respeito.
.
Ideias fixas:
vida de mãe
1.8.08
"Papai, não corra na estrada!"
É um horror a campanha de prevenção de acidentes que o governo do estado faz no Rio de Janeiro. Tem um outdoor assim: o maior close do rosto de um menininho lourinho olhando pra cima, com lágrimas escorrendo. Aí o texto:
Eu só queria dizer Eu te amo
Mas você não voltou
Aí do outro lado tem uma foto, muito menor do que a do menino chorando, que não dá pra ver direito o que é. Anteontem eu passei a pé e vi o cartaz, e só então entendi que a foto é de um carro totalmente destruído num acidente. A coisa foi tão sinistra que mal dá pra ver que é um carro. De modos que o motorista que passa não entende que aquilo é uma mensagem pra ele.
Mas pior ainda são outras plaquinhas espalhadas pela rua (na Jardim Botânico tem montes), dizendo que, em tal ano, naquela via, houve X acidentes. Só que. O cartaz é mínimo. Tem texto à beça. Com uma letra bem miúda. Ou seja: o motorista que parar para ler corre o sério risco de bater. Não é genial?
Ah: a frase do título. Foi meu primeiro trabalho. Eu tinha uns 4 anos. E fui gravar um spot de rádio. Era uma campanha desse tipo, e eu dizia essa frase, "Papai, não corra na estrada". Meu primeiro cachê. Minha Moedinha nº 1 do Tio Patinhas.
:-)
Eu só queria dizer Eu te amo
Mas você não voltou
Aí do outro lado tem uma foto, muito menor do que a do menino chorando, que não dá pra ver direito o que é. Anteontem eu passei a pé e vi o cartaz, e só então entendi que a foto é de um carro totalmente destruído num acidente. A coisa foi tão sinistra que mal dá pra ver que é um carro. De modos que o motorista que passa não entende que aquilo é uma mensagem pra ele.
Mas pior ainda são outras plaquinhas espalhadas pela rua (na Jardim Botânico tem montes), dizendo que, em tal ano, naquela via, houve X acidentes. Só que. O cartaz é mínimo. Tem texto à beça. Com uma letra bem miúda. Ou seja: o motorista que parar para ler corre o sério risco de bater. Não é genial?
Ah: a frase do título. Foi meu primeiro trabalho. Eu tinha uns 4 anos. E fui gravar um spot de rádio. Era uma campanha desse tipo, e eu dizia essa frase, "Papai, não corra na estrada". Meu primeiro cachê. Minha Moedinha nº 1 do Tio Patinhas.
:-)
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atualidades,
rio de janeiro
31.7.08
Nhaaaaaam
Lembram daquela questão das cadeirinhas de comer?
Resolvida!
E com sucesso.
Tá todo mundo (leia-se: eu e ela) gostando da cadeirinha, e, mais importante, a mocinha está adorando comer comida. Não vou enganar, os almoços demooooram, ela come, come, e canta junto, uma coisa meio nhaaaaaaam, nhaaaaaam, é engraçado. Mas tá rolando. E água de coco, adora também.
Então tá. Tem mais mil coisas, como sempre, vocês sabem. Por exemplo, fomos à piscina. O máximo. E de bóia flutuando. Delícias mis.
E tem horas que a gente não sabe como finalizar um post.
Raios.
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Resolvida!
E com sucesso.

Tá todo mundo (leia-se: eu e ela) gostando da cadeirinha, e, mais importante, a mocinha está adorando comer comida. Não vou enganar, os almoços demooooram, ela come, come, e canta junto, uma coisa meio nhaaaaaaam, nhaaaaaam, é engraçado. Mas tá rolando. E água de coco, adora também.
Então tá. Tem mais mil coisas, como sempre, vocês sabem. Por exemplo, fomos à piscina. O máximo. E de bóia flutuando. Delícias mis.
E tem horas que a gente não sabe como finalizar um post.
Raios.
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Ideias fixas:
vida de mãe
25.7.08
Overdose de Seinfeld

Como não amar Marina W? Quem mais poderia ter idéia tão brilhante?Espero que ela chegue logo naquele episódio em que a Elaine pede ao Kramer para tirar uma foto dela para mandar como cartão de Boas Festas, e na foto aparece um pedaço do mamilo, mas ela só repara depois de ter despachado o cartão para todos os conhecidos, e aí eles começam a chamá-la de "Nip"- "Hi, Nip", "See you, Nip" - e ela fica possessa, e o George não entende nada porque é o único que não recebeu cartão, então ele reclama com a Elaine, e ela, muito p da vida, diz: "Quer seu cartão? Então toma!", e mete a cara dele entre os peitos dela, e a platéia/claque urra em êxtase.
Ou então aquele em que o Kramer acha, no lixo, o cenário de um programa de auditório, e monta o cenário na própria casa, e todo mundo que chega é como um convidado, e ele tem sempre aqueles cartõezinhos com os assuntos a serem abordados, aquela coisa silvio-santos-like, mas depois o "programa" entra em decadência, ninguém mais aparece a não ser o Newman, e o Kramer fica deprimido, etc.
Ai, ela tem razão. A gente começa com essa coisa de "e aquele em que..." e não acaba nunca mais.
Então é isso. Todo mundo lá: http://guiaseinfeld.blogspot.com
Ideias fixas:
televisão
21.7.08
Não, ninguém perguntou, mas...
Agora estou usando Firefox em vez de Explorer. E gostando muito. Devo essa decisão aos argumentos do Marcus. Obrigada, viu?
Mathilde continua não gostando de banana, mamão, maçã, pêra. Em compensação, amou os cítricos. Laranja, tangerina e morango, ela devora. Já estou vendo que quando perturbar muito vou dar um limão para ela chupar.
Estou lendo Rio das Flores.
Tenho 500 itens não lidos no Google Reader. Preciso apertar o botão "marcar tudo como lido", para não ficar desanimada.
Mathilde continua não gostando de banana, mamão, maçã, pêra. Em compensação, amou os cítricos. Laranja, tangerina e morango, ela devora. Já estou vendo que quando perturbar muito vou dar um limão para ela chupar.
Estou lendo Rio das Flores.
Tenho 500 itens não lidos no Google Reader. Preciso apertar o botão "marcar tudo como lido", para não ficar desanimada.
Ideias fixas:
sobre nada e sobre tudo
20.7.08
Da série Histórias Fantásticas

S. é minha fornecedora oficial de histórias inacreditáveis. São tão inverossímeis os casos que ela conta, que só podem ser verdade - pois que ninguém poderia inventar enredos desse tipo.
Semana passada, foi a história de uma amiga de uma amiga de uma amiga. Uma moça que era professora de grego numa universidade federal. Um belo dia, ela foi fazer um curso qualquer, uma especialização, não sei, na Grécia. Conheceu e se apaixonou por um homem grego bem mais velho, já pai de dois filhos adultos (ela ali na casa dos trinta e poucos anos). Acabaram se casando por lá. Mas a profissão dele era: músico experimental. Tocava numa banda meio de rock, meio de música grega - experimental. (Eu já imaginando uma espécie de Tom Zé heládico, uma coisa assim.) Por isso, por estar totalmente inserido na "cena" alternativa do rock grego, o homem não podia sair de lá e vir, por exemplo, morar no Brasil. Então ficaram morando lá. Só que, relembremos, ela era professora de grego - portanto, naturalmente não dava para trabalhar na Grécia. Aí calhou que, numa viagem de visita ao Brasil, ela comprou um berrante e resolveu levar para a Grécia. Eis que o berrante fez um sucesso enorme na banda de rock grego experimental do marido. E ela acabou virando tocadora de berrante do conjunto.
Fim da história.
Ou vocês queriam mais? :-)
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superbobagens
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