A criança já balbucia várias consoantes: bababa vavava dadada, e também coisas assemelhadas a mamama e papapa.
Mas a pequena disputa doméstica não é para ver o que ela vai dizer primeiro, mamãe ou papai.
O que pega mesmo é se ela vai dizer Fogo ou Mengo.
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7.9.08
3.9.08
Zarabatanas múltiplas
Adorei o Elio Gaspari ter abordado, em sua última coluna n'O Globo, essa prática safada da indústria de diminuir o conteúdo dos seus produtos e se proteger colocando um ínfimo aviso na embalagem. Ele escreveu especificamente contra a Nestlé, que diminui a farinha láctea de 1kg para 900g. Isso está ridiculamente comum, tenho reparado. O pacote de fraldas que vinha com 10 agora vem com 9. O que vinha com 12, vem com 11. Até o lencinho umedecido Huggies tem a desfaçatez de informar: "Quantidade reduzida de 50 para 48 lenços. Menos 2 lenços -4%." Todas as marcas de pão de queijo diminuíram absurdos 20%, passando de 500g para 400g. A embalagem continua idêntica, exceto pelo pequeno aviso sobre a diminuição. Para quem tem o hábito de comprar sempre e simplesmente pega o pacote no supermercado, passa despercebido. Eu só notei porque antes tinha que fazer uma ginástica para que todos os pães de queijo congelados coubessem no tabuleiro sem ficar uns sobre os outros, e de repente começou a sobrar espaço. Semana passada foi um biscoito que eu costumava comprar muito há alguns anos, chamado Tortitas, da Adria. Comprei e achei o biscoito minúsculo, parecia um botão de roupa de gente velha. Olhei na embalagem e estava lá, diminuição de 180g para 150g, ou coisa parecida. Um descaramento, sinceramente. Mas é uma prática generalizada. Óbvio que os preços continuam os mesmos. O que resta é escrever reclamando, dizendo Eu sei que o aviso que vocês colocam na embalagem está de acordo com a legislação, mas isso não esconde a má-fé, e eu parei de comprar o seu produto por causa disso.
Zarabatana neles!
Em tempo: minha saga de consumidora consciente continua. Dessa vez foi com fraldas Pampers. Num pacote vieram 3 fraldas com defeito. 2 com algodão saindo pelos lados, e 1 sem algodão nenhum. Guardei o pacote e as fraldas ruins, liguei, reclamei. Hoje tocou um cara aqui em casa dizendo "Vim trocar a fralda". Quase respondi, Mas moço, acho que o senhor não vai caber no trocador.
:-)
Zarabatana neles!
Em tempo: minha saga de consumidora consciente continua. Dessa vez foi com fraldas Pampers. Num pacote vieram 3 fraldas com defeito. 2 com algodão saindo pelos lados, e 1 sem algodão nenhum. Guardei o pacote e as fraldas ruins, liguei, reclamei. Hoje tocou um cara aqui em casa dizendo "Vim trocar a fralda". Quase respondi, Mas moço, acho que o senhor não vai caber no trocador.
:-)
Ideias fixas:
brasil
8 meses

Dizendo a que veio.
Em tempo: não sei se sou só eu, mas atualmente tenho vontade de pedir auxílio à Guarda Nacional cada vez que preciso trocar uma fralda ou vestir uma roupa. No mínimo 5 pessoas são necessárias: 2 para segurar, 2 para destrair, 1 para trocar a fralda. Ou então preciso fazer o curso de defesa pessoal do Mossad e aprender técnicas de imobilização com um braço só. Porque é um tal de ela sair engatinhando pelo chão de bunda de fora... vou te contar.
Ideias fixas:
vida de mãe
31.8.08
Poliana subiu no telhado
Ou: De como a mamãe magrinha, magrinha em breve será apenas uma lembrança esmaecida pelo tempo
Foi anteontem. Toda sexta-feira tenho um compromisso profissional no centro, mais precisamente na Praça Mauá. Saí de casa mais cedo do que o usual, para antes fazer depilação. A sádica de plantão foi muito eficiente, e, vapt-vupt (onomatopéia muito apropriada), terminou rapidinho. Estava adiantada. Então resolvi variar e não ir de metrô, como de costume. Porque o metrô me deixa um pouco longe, ali nas adjacências do Camelódromo, o que dá uma boa andada, e achei que de ônibus poderia saltar mais perto. Atravessei todas as pistas da praia, submergi na passagem subterrânea do Aterro para emergir do outro lado, e peguei um ônibus que nem lembro mais qual, apenas sei que perguntei ao motorista "Passa na Praça Mauá?" e recebi um "Passa" como resposta.
Mas, hélas, não passava. O trajeto era pela Av. Marechal Floriano, que me deixava praticamente no mesmo lugar do metrô, mas foi ainda pior e me deixou muito além da rua do Acre, que é a que eu normalmente pego para chegar na Mauá. Foi aí que começou a confusão. Porque, como ainda era cedo, ao invés de voltar pela Mal. Floriano até a rua do Acre, eu resolvi fazer um caminho alternativo, pegar outra rua paralela que pelos meus cálculos me levaria ao mesmo lugar. Entrei na rua da Conceição, na esperança de virar à direita assim que possível. O que nunca aconteceu. Porque à direita havia o morro da Conceição. A rua da Conceição vira obrigatoriamente para a esquerda e passa a ser rua Senador Pompeu. É uma rua muito antiga, só de velhos sobrados, a imensa maioria em péssimo estado. Muito pouca gente passava por ali naquela tarde de sexta. Essa parte do centro do Rio é totalmente desconhecida por mim. Não tem o ar esnobe de Fifth Avenue da Rio Branco, não tem o teor popular-rodrigueano na Presidente Vargas, não tem o charme decadente da Praça Tiradentes, não tem a vitalidade do Saara nem o ar bucólico da Cinelândia e Praça Paris, tampouco o caráter estado-novista da região da Marechal Câmara e Presidente Wilson, com seus imensos prédios que um dia foram ministérios, alfândegas e paços imperiais. Tudo ali, na região da Praça dos Estivadores, rua Camerino (onde desemboquei), me pareceu a cidade do bota-abaixo pré-Pereira Passos que simplesmente não veio abaixo, ficou como era. Passei por um lugar chamado Jardins Suspensos do Valongo, uma muralha com escadaria no meio, e fiquei com imensa vontade de voltar para conhecer. Mas já não podia acreditar na incomensurável volta que estava dando, já pensava ter entrado numa nova dimensão, num espelho de Alice, qualquer coisa assim, quando por fim vi uma placa escrito rua Sacadura Cabral, enfim uma referência conhecida, e pude virar à direita em direção à Praça Mauá, meu mítico destino.
E foi aí que eu vi. Num despretensioso mercadinho na Sacadura Cabral, naquelas 4 da tarde de sexta-feira, vi um freezer de sorvete. Ora bolas, dirá minha leitora magrinha, e daí? De fato, e daí? Bom, minha cara, daí que não era um freezer da Kibon. Nem da Nestlé. Olha, nem mesmo do sorvete Itália. Hmmm, começa a se interessa aquela leitora mais gulosa. Pois, querida. Era um freezer da Garoto. Ah, você também não sabia da existência de picolés Garoto? Nem eu. Mas a leitora chocólatra já entendeu o que isso significa: picolés Serenata de Amor. Batom. Opereta. Mas, acima de tudo, picolés Talento. Do vermelho, do verde e do preto.
A leitora sofisticada não se cansará de tecer loas à excelência do chocolate belga, à consistência do Lindt, no mínimo ao suave toque do chocolate Kopenhague. Que seja. Pra mim não tem melhor relação custo-benefício do que a barra de 100g do Talento. Um chocolate que a gente morde com vontade, que come, come, come até saciar de verdade.
Era minha primeira vez. Fui no vermelho - chocolate com avelãs. Indescritível. Desde então vivo por aí à espreita dos mercados e padarias, procurando de novo aquele freezer amarelo da Garoto. Se não achar, sexta-feira que vem já sei que novamente vou me perder a caminho da Praça Mauá.
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Foi anteontem. Toda sexta-feira tenho um compromisso profissional no centro, mais precisamente na Praça Mauá. Saí de casa mais cedo do que o usual, para antes fazer depilação. A sádica de plantão foi muito eficiente, e, vapt-vupt (onomatopéia muito apropriada), terminou rapidinho. Estava adiantada. Então resolvi variar e não ir de metrô, como de costume. Porque o metrô me deixa um pouco longe, ali nas adjacências do Camelódromo, o que dá uma boa andada, e achei que de ônibus poderia saltar mais perto. Atravessei todas as pistas da praia, submergi na passagem subterrânea do Aterro para emergir do outro lado, e peguei um ônibus que nem lembro mais qual, apenas sei que perguntei ao motorista "Passa na Praça Mauá?" e recebi um "Passa" como resposta.
Mas, hélas, não passava. O trajeto era pela Av. Marechal Floriano, que me deixava praticamente no mesmo lugar do metrô, mas foi ainda pior e me deixou muito além da rua do Acre, que é a que eu normalmente pego para chegar na Mauá. Foi aí que começou a confusão. Porque, como ainda era cedo, ao invés de voltar pela Mal. Floriano até a rua do Acre, eu resolvi fazer um caminho alternativo, pegar outra rua paralela que pelos meus cálculos me levaria ao mesmo lugar. Entrei na rua da Conceição, na esperança de virar à direita assim que possível. O que nunca aconteceu. Porque à direita havia o morro da Conceição. A rua da Conceição vira obrigatoriamente para a esquerda e passa a ser rua Senador Pompeu. É uma rua muito antiga, só de velhos sobrados, a imensa maioria em péssimo estado. Muito pouca gente passava por ali naquela tarde de sexta. Essa parte do centro do Rio é totalmente desconhecida por mim. Não tem o ar esnobe de Fifth Avenue da Rio Branco, não tem o teor popular-rodrigueano na Presidente Vargas, não tem o charme decadente da Praça Tiradentes, não tem a vitalidade do Saara nem o ar bucólico da Cinelândia e Praça Paris, tampouco o caráter estado-novista da região da Marechal Câmara e Presidente Wilson, com seus imensos prédios que um dia foram ministérios, alfândegas e paços imperiais. Tudo ali, na região da Praça dos Estivadores, rua Camerino (onde desemboquei), me pareceu a cidade do bota-abaixo pré-Pereira Passos que simplesmente não veio abaixo, ficou como era. Passei por um lugar chamado Jardins Suspensos do Valongo, uma muralha com escadaria no meio, e fiquei com imensa vontade de voltar para conhecer. Mas já não podia acreditar na incomensurável volta que estava dando, já pensava ter entrado numa nova dimensão, num espelho de Alice, qualquer coisa assim, quando por fim vi uma placa escrito rua Sacadura Cabral, enfim uma referência conhecida, e pude virar à direita em direção à Praça Mauá, meu mítico destino.
E foi aí que eu vi. Num despretensioso mercadinho na Sacadura Cabral, naquelas 4 da tarde de sexta-feira, vi um freezer de sorvete. Ora bolas, dirá minha leitora magrinha, e daí? De fato, e daí? Bom, minha cara, daí que não era um freezer da Kibon. Nem da Nestlé. Olha, nem mesmo do sorvete Itália. Hmmm, começa a se interessa aquela leitora mais gulosa. Pois, querida. Era um freezer da Garoto. Ah, você também não sabia da existência de picolés Garoto? Nem eu. Mas a leitora chocólatra já entendeu o que isso significa: picolés Serenata de Amor. Batom. Opereta. Mas, acima de tudo, picolés Talento. Do vermelho, do verde e do preto.
A leitora sofisticada não se cansará de tecer loas à excelência do chocolate belga, à consistência do Lindt, no mínimo ao suave toque do chocolate Kopenhague. Que seja. Pra mim não tem melhor relação custo-benefício do que a barra de 100g do Talento. Um chocolate que a gente morde com vontade, que come, come, come até saciar de verdade.
Era minha primeira vez. Fui no vermelho - chocolate com avelãs. Indescritível. Desde então vivo por aí à espreita dos mercados e padarias, procurando de novo aquele freezer amarelo da Garoto. Se não achar, sexta-feira que vem já sei que novamente vou me perder a caminho da Praça Mauá.
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22.8.08
Poliana
Bebê cada vez mais hiperativa
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Marido viajando
+
Babá de pé quebrado
=
Mamãe magrinha, magrinha
+
Marido viajando
+
Babá de pé quebrado
=
Mamãe magrinha, magrinha
Ideias fixas:
vida de mãe
20.8.08
A lógica da vingancinha
Então agora, neste momento sem babá e com uma criança de 7 meses e meio, elétrica e semovente pela casa, e com o marido viajando, eu me viro como posso. A família ajuda (e não é pouco), mas a maior parte do dia, e a noite toda, somos só nós duas.
E todo dia de manhã vamos ao parquinho. Como não poderia deixar de ser, já temos vários amiguinhos que lá vão com suas mães. Todo tipo de conversa rola nesse jardim. Aliás, minto. Não é todo tipo de conversa. É todo tipo de conversa de recém-mães. Ninguém fala de Barack Obama, do encontro Caetano-Roberto Carlos, da Petro-Sal, ou de eleições municipais, e mesmo olimpíada é um tema muito esporádico. Agora, se o assunto é papinha, promoção de fralda, consistência de cocô, vida sexual de recém-parida, engatinhamento, ou aquela moça que aparece às vezes vendendo protetores de carrinho ótimos, bem, aí o papo rende à beça.
Quando passei a freqüentar o parquinho, fiquei com a impressão que todas ali já se conheciam. Senti um pouco como a menina nova da turma. Tanto que até hoje não sei o nome de nenhuma das minhas novas companheiras de estrada - são todas "mãe da Sofia", "mãe da Julia", "mãe do João", "mãe da Carol", "mãe do Guilherme" e por aí afora. O que acho o fim da picada, mas enfim, aconteceu.
Mas eis que reparei um tema freqüente. Maridos que viajam a trabalho e conseqüentemente conseguem uma (ou mais) noite inteira de sono. Isso, por motivos meio esquisitos, é meio mal visto pela mulherada. Rola um ressentimento brabo. E parece que às vezes elas querem se vingar dormindo a noite inteira e deixando o filho para o marido se virar durante a noite. Mesmo que os peitos explodam de passar tantas horas sem tirar leite. Vão lá no parquinho e contam, se vangloriando, dessas conquistas.
Fico quietinha na minha. Porque sei que vou ser hostilizada. Mas a verdade é que acho isso uma tremenda mesquinharia. Não sei como os casamentos podem se sustentar com esse tipo de mentalidade. Porque, vejam, uma coisa é o marido participar. Naturalmente. Porque ele quer estar ali. Outra coisa é a mulher, obrigada pela natureza a não se separar do filho por mais de umas poucas horas, em virtude da questão alimentar obviamente urgente, exigir a presença do pai do rebento durante suas vigílias.
É a lógica da vingancinha: se eu vou me ferrar, ele tem que se ferrar junto comigo. E chamam a isso de companheirismo. Ou de igualdade de direitos.
Eu humildemente acho que um deveria ficar feliz, de verdade, quando o outro consegue descansar, dormir ou se divertir tomando um chope. É uma conquista, como tantas outras, nesse momento tão único da vida do casal. Casamento não é uma disputa. Mas por enquanto, vou ficar quieta e continuar brincando no parquinho.
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E todo dia de manhã vamos ao parquinho. Como não poderia deixar de ser, já temos vários amiguinhos que lá vão com suas mães. Todo tipo de conversa rola nesse jardim. Aliás, minto. Não é todo tipo de conversa. É todo tipo de conversa de recém-mães. Ninguém fala de Barack Obama, do encontro Caetano-Roberto Carlos, da Petro-Sal, ou de eleições municipais, e mesmo olimpíada é um tema muito esporádico. Agora, se o assunto é papinha, promoção de fralda, consistência de cocô, vida sexual de recém-parida, engatinhamento, ou aquela moça que aparece às vezes vendendo protetores de carrinho ótimos, bem, aí o papo rende à beça.
Quando passei a freqüentar o parquinho, fiquei com a impressão que todas ali já se conheciam. Senti um pouco como a menina nova da turma. Tanto que até hoje não sei o nome de nenhuma das minhas novas companheiras de estrada - são todas "mãe da Sofia", "mãe da Julia", "mãe do João", "mãe da Carol", "mãe do Guilherme" e por aí afora. O que acho o fim da picada, mas enfim, aconteceu.
Mas eis que reparei um tema freqüente. Maridos que viajam a trabalho e conseqüentemente conseguem uma (ou mais) noite inteira de sono. Isso, por motivos meio esquisitos, é meio mal visto pela mulherada. Rola um ressentimento brabo. E parece que às vezes elas querem se vingar dormindo a noite inteira e deixando o filho para o marido se virar durante a noite. Mesmo que os peitos explodam de passar tantas horas sem tirar leite. Vão lá no parquinho e contam, se vangloriando, dessas conquistas.
Fico quietinha na minha. Porque sei que vou ser hostilizada. Mas a verdade é que acho isso uma tremenda mesquinharia. Não sei como os casamentos podem se sustentar com esse tipo de mentalidade. Porque, vejam, uma coisa é o marido participar. Naturalmente. Porque ele quer estar ali. Outra coisa é a mulher, obrigada pela natureza a não se separar do filho por mais de umas poucas horas, em virtude da questão alimentar obviamente urgente, exigir a presença do pai do rebento durante suas vigílias.
É a lógica da vingancinha: se eu vou me ferrar, ele tem que se ferrar junto comigo. E chamam a isso de companheirismo. Ou de igualdade de direitos.
Eu humildemente acho que um deveria ficar feliz, de verdade, quando o outro consegue descansar, dormir ou se divertir tomando um chope. É uma conquista, como tantas outras, nesse momento tão único da vida do casal. Casamento não é uma disputa. Mas por enquanto, vou ficar quieta e continuar brincando no parquinho.
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Ideias fixas:
relacionamento
18.8.08
Imprevidência total

Hoje fiz um escândalo tão grande com a atendente do telefone da Previdência Social (135), soltei os cachorros de uma forma tão contundente, que até eu fiquei com medo de mim mesma.
Tá mole não, viu?
Ideias fixas:
brasil
17.8.08
Update olímpico

E não é que o idiota olímpico se estabacou e não ganhou nada?
E não, não foi o meu olhar de seca-pimenteira, não.
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Espero que estejam preparados para viver o momento "Brasil, o país dos 50m livres". (Mas eu torci, apesar de achar meio ridícula essa coisa de prova que dura só uns segundos.)
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Hoje vi o final da maratona feminina. Ganhou uma romena de 38 anos. 38 anos! 42 quilômetros! Eu sou mesmo uma inútil.
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Deve ter passado por aí a famosa imagem acima, da maratona feminina da olimpíada de 1984, uma suíça que vem cambaleando, sem se agüentar em pé, até a linha de chegada, e depois de cruzar a linha é carregada pelos médicos. Sabem qual é? Uma imagem sempre usada para ilustrar o caráter de superação do esporte, a grandeza das olimpíadas, yadda yadda yadda. Eu não poderia discordar mais frontalmente. Para mim aquilo é o exemplo acabado de uma irresponsabilidade, de alguém que obviamente não estava preparada para correr 42 km debaixo de sol e calor, e nunca nem deveria ter se classificado pra olimpíada nenhuma. Ora bolas.
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Ideias fixas:
esporte
16.8.08
CMF

Alongamento?
RPG?
Pilates?
Ioga?
Natação?
Hidroginástica?
Qual a sua sugestão para o problema da CMF - Coluna Materna em Frangalhos?
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Ideias fixas:
vida de mãe
Provações
Saber lidar com minha filha sozinha sempre foi, pra mim, uma questão de honra. Muitas vezes vi minhas amigas cercadas de babás 24 horas, empregadas, folguistas etc., e a impressão é que jamais ficavam a sós com seus bebês. E não saberiam o que fazer caso tivessem que. (Questões de classe média alta, dirão vocês. E são mesmo.) Por outro lado, não sou uma mãe-mártir e não quero provar nada pra ninguém. Ajuda é bom e necessário. Então, como já escrevi aqui, arranjamos uma babá/empregada 3 vezes por semana, no horário comercial. Que é uma ajuda imensa para nós dois que trabalhamos em casa.
Porém - ah, porém. No início deste mês, ela tropeçou e quebrou o pé. Está com gesso até o joelho. Pra completar, na semana seguinte ao acidente, a moça que vem de 15 em 15 dias fazer um monte de comida para mim e marido, que a gente congela, ligou no próprio dia para dizer que não vinha. É a primeira vez, em uns 2 anos ou mais, que ela nos dá um bolo. (E a autora de The Putzfrau Chronicles decerto dirá: haha.)
Estou me sentindo como na tirinha em que o Calvin quer brincar lá fora, porque está de férias, mas começa a chover. E ele resolve brincar na marra, mesmo com chuva. E fica falando alto, olhando pra cima: "Estou me divertindo muito na chuva, viu? Isso é o melhor que você pode fazer? Haha!". Até que começa uma tempestade de granizo e ele sai correndo pra casa.
Porque, pra completar, marido vai começar agora uma temporada de muitas viagens. E na próxima semana, por coincidência, me arranjaram uns compromissos importantes e fora de casa todos os dias. Que ralação. Mathilde vai rodar por aí.
Anteontem fui na Previdência com a outra, de pé quebrado, pra ver a coisa do auxílio-doença. E ficamos três horas para conseguir ser atendida pelo médico da perícia. Isso porque eu tinha ligado e marcado dia e hora. Três horas. E aí o médico a examinou e concedeu o benefício por 45 dias. Só que. Por um famigerado problema do sistema, o laudo que saiu do computador não diz nada disso. Diz que a decisão precisa de uma "homologação superior". Dr: "Pois é, está dando esse problema em todos. Mas o benefício está concedido, tá?". Eu: "Mas doutor, como é que a gente vai sair daqui apenas com um papel dizendo que não tem benefício nenhum concedido?". Dr: "Ah, não sei, tem que ver ali com o pessoal do administrativo".
E vou poupar vocês do resto dessa história, porque francamente, me deprime.
Porém - ah, porém. No início deste mês, ela tropeçou e quebrou o pé. Está com gesso até o joelho. Pra completar, na semana seguinte ao acidente, a moça que vem de 15 em 15 dias fazer um monte de comida para mim e marido, que a gente congela, ligou no próprio dia para dizer que não vinha. É a primeira vez, em uns 2 anos ou mais, que ela nos dá um bolo. (E a autora de The Putzfrau Chronicles decerto dirá: haha.)
Estou me sentindo como na tirinha em que o Calvin quer brincar lá fora, porque está de férias, mas começa a chover. E ele resolve brincar na marra, mesmo com chuva. E fica falando alto, olhando pra cima: "Estou me divertindo muito na chuva, viu? Isso é o melhor que você pode fazer? Haha!". Até que começa uma tempestade de granizo e ele sai correndo pra casa.
Porque, pra completar, marido vai começar agora uma temporada de muitas viagens. E na próxima semana, por coincidência, me arranjaram uns compromissos importantes e fora de casa todos os dias. Que ralação. Mathilde vai rodar por aí.
Anteontem fui na Previdência com a outra, de pé quebrado, pra ver a coisa do auxílio-doença. E ficamos três horas para conseguir ser atendida pelo médico da perícia. Isso porque eu tinha ligado e marcado dia e hora. Três horas. E aí o médico a examinou e concedeu o benefício por 45 dias. Só que. Por um famigerado problema do sistema, o laudo que saiu do computador não diz nada disso. Diz que a decisão precisa de uma "homologação superior". Dr: "Pois é, está dando esse problema em todos. Mas o benefício está concedido, tá?". Eu: "Mas doutor, como é que a gente vai sair daqui apenas com um papel dizendo que não tem benefício nenhum concedido?". Dr: "Ah, não sei, tem que ver ali com o pessoal do administrativo".
E vou poupar vocês do resto dessa história, porque francamente, me deprime.
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