16.4.10

Nasceu!

Ok, o título é só para chamar a atenção.
Não foi o bebê que nasceu, claro. Só tem 12 semanas, 5,7cm. Minha vida de prenha ainda vai durar muitos meses.
Mas não deixa de ser um nascimento, depois de quase 3 anos de gestação. Já em maio de 2007 eu falava a respeito. Em agosto do mesmo ano, eu escolhia o pseudônimo Mathilde, em homenagem à primogênita.
E agora, finalmente, foi parido.


O livro é bom, gente. Pode não ser a leitura mais leve do mundo, mas tem histórias muito boas e interessantes. Para quem se dedica a essas questões de psicanálise e/ou de feminismo, é um tiro certo.
Pena que seja tão caro -- mesmo levando em conta suas imodestas 762 páginas, mais cadernos de fotos. Mas olha, na Saraiva está em promoção.
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12.4.10

Ditadura Wide






Já repararam que não existem mais monitores novos para vender que não sejam Wide screen? E já repararam que os wide screen menores são terrivelmente curtos verticalmente? Será possível que todo mundo ache melhor assim? Eu não consigo me adaptar.
Tenho em casa um monitor de 17" Samsung dos antigos, tipo 4:3. Mas no trabalho, eu tinha um wide de 17" que era totalmente impossível de tão baixinho - absolutamente desproporcional. Tive de reconfigurar uma porção de coisas para que ficassem espalhados horizontalmente. Agora consegui trocar para um 19", mas igualmente Wide, e só um pouco menos baixinho. E o pior é que tem poucas opções de resolução de tela. Muito poucas. Então para ficar tudo na proporção certa, fica tudo minúsculo. Para aumentar o tamanho, fica tudo distorcido e achatado, como num daqueles espelhos de parque de diversões.
Para ler texto e trabalhar com planilhas, o negócio fica complicadíssimo, porque é preciso rolar para baixo o tempo todo - os conteúdos simplesmente não cabem na área de display. E aí há que se fazer uma economia danada nas barras de ferramentas, colocar tudo numa linha só, sumir com a régua etc., que é pra não comer mais espaço na vertical.
O pior é ler longos textos, tipo livros inteiros. As linhas ficam compridas que não acabam mais, mas só se vê uma dúzia de linhas por vez. É page down o tempo todo.
Eu não entendo é por que essa ditadura Wide. Será possível que 100% dos usuários de computador usem suas máquinas para ver filmes e jogar games (aspectos em que o formato 16:9 faz sentido)? Ninguém trabalha com texto?!
Quero minha máquina de escrever de volta!
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9.4.10

Diálogo

-- Mathilde, você quer ter um irmãozinho?
-- Não, obrigada.

Pano rápido.
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7.4.10

Ressuscitando uma velha tag há muito esquecida

O que explica em parte o sumiço, pois nove e meia da noite tenho caído vítima daquele sono incontrolável -- quem já sentiu sabe como é.
Fora isso, muita fome, vontades esquisitas de comer batatas fritas e Doritos (!!), e o inconveniente de não poder comer sashimi nem beber à vontade (ainda mais depois que conheci DeuS, domingo passado -- uma verdadeira, como direi, epifania).
E acima de tudo, uma grande alegria.

Pra fins de outubro, gentes.
Outras novidades em breve.

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17.3.10

O menino que era boneca

Mathilde está numa fase super bonecas. O que é bom, porque ela tem tantas... Então todo dia de noite é um tal de "mamãe, a gente pode brincar?", "pode. você quer brincar de quê?" "de... comidinha!" Que consiste em colocar bonecas em torno de uma mesinha, ou apenas no chão, em círculo, dispor pratinhos, copinhos, talheres e panelinhas, servi-las, etc. Tem uma colher especial que ela usa só para dar remédio. E aí é o caso de enfileirar uma penca de bonecas e ir de uma em uma dando remedinho. Enfim, está curtindo esse lance de brincar de boneca.
Um dia eu propus que batizássemos as bonecas, porque ficava muito confuso com todas elas se chamando "boneca" ou "bonequinha". Nesse dia estávamos dando comidinha para 3 bonecas. Uma foi fácil: ela tem o nome Sara bordado na roupa. Então essa é a Sara. Para as outras duas, sugeri usar nomes das amiguinhas da escola. Uma ficou sendo a Gabrielle. A outra, eu propus que fosse Juju, mas ela recusou imediatamente: "Não, mamãe, essa é o Gabriel". "Mas filha, a boneca é uma menina, como ela vai se chamar Gabriel?". Não adiantou chamá-la à razão. "É o Gabriel. Gabriel Salazar", insistiu com aquela certeza absoluta que só as meninas de dois anos podem ter. Eu achei melhor não contrariar. Se ela entrou numas que o Gabriel (Salazar, atenção para o sobrenome) pode ser representado de roupa de lacinho, touquinha lilás e cabelinho louro, quem sou eu para dizer que não. E a coisa ficou mesmo definitiva. Ela leva o Gabriel para andar de carrinho pela casa, coloca ele para dormir, e o que é mais engraçado, dá broncas homéricas nele, e o deixa de castigo. Pelo que entendi, uma vez esse Gabriel empurrou Mathilde na escola - ela caiu, chorou, e ele ganhou uma bronca da tia. Ela fixou essa cena, e até hoje reproduz com extrema verossimilhança (acho eu) a bronca no Gabriel. "Fica aqui, de castigo!! Não pode empurrar os amigos! É muuuuito feio." Eu já assimilei totalmente o fato de que aquela boneca se chama Gabriel Salazar. Se hoje já tem tanto menino por aí se vestindo de boneca, como é que não será quando ela for um pouco maior? Melhor se acostumar, e ser feliz.

7.3.10

Me Gusta Leer!



Achei este vídeo maravilhoso, e serve com perfeição para ilustrar o post que quero copiar descaradamente de Carrie, que por sua vez se inspirou n'O Revisor. É sobre hábitos e manias de leitura.

- Antigamente eu colocava meu nome nos livros assim que os comprava. Hoje em dia não faço mais isso, com raras exceções. Estou cada vez mais desapegada, achando que são muito poucos os livros que vale a pena conservar.

- Empresto meus livros sem problemas. Fico felicíssima em fazê-los circular, em propiciar o prazer da leitura a outras pessoas. Os livros não são meus, as leituras, sim. Nem fico tão chateada se não me devolvem ou demoram a devolver. Eu mesmo às vezes pego emprestado um livro e esqueço de devolver, então sei que não é por mal (atire a primeira pedra, etc.).

- Leio em tudo quanto é lugar. No banheiro, sempre. Na mesa durante as refeições, sempre que estou comendo sozinha. Tenho até mesmo um segurador-de-livro-aberto que é muito legal. No ônibus, metrô, trem, avião, procuro sempre ter um livro à mão.

- Não tenho nenhum problema em ler na tela do computador. Por força do trabalho, é o que eu mais faço, na verdade. Leio livros inteiros, em word ou pdf. O que faço, para ficar mais confortável, é aumentar bastante a visualização para o tamanho da letra ficar grande. Já fiz várias experiências, mas realmente a fonte mais confortável para ler é mesmo a Times New Roman. Pode não ser a mais bonita, mas é de fato a campeã em legibilidade.

- Sou usuária de um e-reader, que pertence à editora mas que tem ficado direto comigo, para continuar a leitura dos originais que estamos avaliando em casa e nos finais de semana. Tenho gostado bastante. É um Sony Reader, que tem uma grande vantagem em relação ao Kindle: ele funciona como um drive, que você pluga no computador e joga os arquivos para dentro (nos formatos .rtf ou .pdf). Então é bem mais rápido e simples. Já no Kindle, que só lê seu próprio formato, para ler algo que não tenha sido comprado na Amazon, você precisa enviar o arquivo para sua conta na Amazon, e lá eles fazem a conversão para o formato Kindle e mandam para o seu aparelho, cobrando aí uma taxa de alguns centavos. Estou fã dos leitores eletrônicos, e acho super prático e bastante confortável a leitura no Sony. Mas claro que não acho que os livros vão simplesmente acabar - e não entendo como alguém pode colocar esse tipo de questão. Acho sim, que quando o e-book deslanchar muita coisa vai mudar na indústria, mas isso é outro papo.

- Leio vários livros ao mesmo tempo. Claro, meu trabalho inclui avaliar livros para pubicação, então o que mais faço é começar, não gostar muito e deixar pela metade. Dependendo do meu estado de confusão mental, pode ser complicado. Mas essa Amy aqui não era filha daquele Ralph? Ah não, este era outro livro. Bem, essa família não morava em Washington? Ou seria daquela outra saga, no Kentucky? Quem é mesmo essa Mary Jo?

- Gosto de ler em voz alta. Às vezes (quando estou sozinha, é claro) leio em voz alta para ouvir o som das palavras. Já li para os cegos durante uma época, quando estava na faculdade.

- Já chorei lendo alguns livros, mas foram poucos. Grande Sertão: Veredas, por exemplo.

- Sou evangelista de certos livros muito queridos. Fico contando a história para as pessoas, tentando convencê-las a ler, empresto meu exemplar, dou de presente. Entro mesmo na campanha. Já perdi a conta de quantos exemplares de Equador ou Dois Irmãos já passei adiante. E agora o livro da vez é, claro, Os Pilares da Terra.

- Gosto tanto de ficção quanto de não-ficção. Adoro dicionários.

- Tenho muitos livros que nunca li. Na verdade, alguém não tem?

18.2.10

O poder dos blogs (ou: Terror e pânico - "Eles" estão por toda parte)

Quarta-feira de Cinzas. Marido o dia todo fora trabalhando, e eu passando o dia com Mathilde, sem ter nenhum programa em mente ou agendado. Na verdade o dia começou mal. Cunhada-vizinha chamou para a piscina do seu prédio, e eu ia levando a pequena quando começou uma megapirraça no meio da rua. Acho que é o último grito em termos de manha: sentar no chão, na calçada, e não querer levantar mais. Ficar brincando com folhas caídas e demais lixos espalhados pela rua. E ainda ficar olhando para a cara da sua mãe e ficar rindo, aquele risinho sonso. Ela tem feito isso direto, e eu não estou sabendo muito bem como lidar. “Terrible twos”, adolescência da infância, não importa o nome: esta é a minha vida atualmente. Mas enfim, o fato é que me emputeci e voltamos para casa do meio do caminho: não tem piscina, não tem praia, não tem nada, ouviu? E ela, como sempre, “tá bom”. E sorrindo. Desmoralização.

O resto do dia foi melhor. Ficamos brincando em casa, lendo livrinhos, fazendo teatrinho de fantoches, ouvindo música – CD dos Saltimbancos (aquele velho, do Chico Buarque), nova paixão. Almoçamos e depois fomos ao supermercado. Ela no carrinho, dormiu antes mesmo de chegarmos à esquina. Compras feitas, voltamos pra casa, e ela ferrada no sono, coloquei na cama, liguei o ventilador. Então resolvi fazer uma comida para o jantar. Peguei uma receita de macarrão com abobrinha e fui à luta. Vale dizer que eu nunca cozinho. Não gosto de cozinhar porque não sei, ou não sei cozinhar porque não gosto. Não importa. Não gosto nem sei. Mas às vezes a necessidade se impõe, e temos que rever conceitos. Então fui fazer esse macarrão que, vá lá, não era tão difícil. E além do mais, a abobrinha estava ficando velha na geladeira.

Fiz o macarrão (parafuso) e estava às voltas com o molho, que era muita informação para minha cabeça limitada: alho, cebola e azeite, depois tomates e 1 xícara de caldo de legumes (a esta altura já tinha me arrependido da idéia de cozinhar), depois tomates e a abobrinha, e deixa cozinhar por dez minutos.

Nesses dez minutos, tocou o telefone. O telefone de casa, não o celular. Uma voz de mulher pediu para falar comigo, usando meu nome completo. Mau sinal (= telemarketing alert). No entanto, era uma voz grave e pausada, o que, percebi na hora, destoa do comum das atendentes.

-- Meu nome é M., e eu sou responsável pela agência Bra*des*co da Praia de Botafogo [a.k.a. minha agência, devidamente detonada por mim no post abaixo].
-- Hmmm hmmm.
-- Nós ficamos sabendo da sua insatisfação com o atendimento prestado na agência. Ao que parece, a senhora escreveu a respeito no seu blog.
-- !!!!
-- E eu gostaria, em primeiro lugar, de pedir desculpas em nome do Bra*des*co, e em segundo lugar, pedir que a senhora...
-- Espera aí, M., pára tudo. Como vocês chegaram ao meu nome? Meu blog não é assinado, como puderam saber que era eu?
-- Hmmm, boa pergunta. Não tenho certeza, porque a informação já me foi passada assim, mas parece que a senhora citou a agência, e disse que havia um B.O. da 10ª DP, e como esse B.O. foi entregue na agência, imagino que tenha sido assim.
-- !!!!!!!!!!
-- De qualquer forma, gostaria de saber o que aconteceu, quais os motivos da sua insatisfação, para tentarmos melhorar, caso a senhora nos dê mais uma chance.

Vi que podia conversar com M. Era uma pessoa razoável. Abri meu coração com ela. Lá pelas tantas, não sei como cheguei a esta frase, mas disse a ela que estava “procurando meu lugar dentro do sistema bancário” (acho que foi um momento catártico). Ela pareceu entender. Disse que eu tenho o perfil para ser cliente Pri*me, que é o Bra*des*co dos ricos. Que um gerente especial – que segundo ela eu vou adorar – vai me procurar, e vem até o meu escritório para cuidar da minha transferência para o Pri*me.

(Parênteses para dizer que, graças a esse telefone, o molhou queimou no fogo, grudou no fundo da panela, deu para salvar parcialmente, mas foi uma quase desgraça.)

Eu realmente não sei se vou virar cliente Pri*me, ou Van Gogh, ou Perso*nalitté, ou qualquer outro nome ridículo em outra língua que os bancos inventam para tentar nos convencer de que somos especiais porque ganhamos mais de 2 salários mínimos. Na verdade isso é o de menos aqui para essa história.

O que me deixou atônita foi o fato de eles terem lido o post aqui, publicado na segunda-feira de carnaval às 17h37, e rastreado o meu nome e telefone e me ligado às 16h da quarta-feira de cinzas. Porque, bem, vocês aí que me lêem sabem que este blog é muito legal, bacana e simpático, mas convenhamos que não é nenhum sucesso de popularidade. Quando tenho cem visitas num dia é uma coisa excepcional. Então, como será que funciona? Tem uma pessoa (uma equipe?) que fica buscando referências ao banco na internet? Faz uma busca específica em blogues? (Estou escrevendo dessa forma ridícula, com asteriscos, tipo spam que escreve V1agra e R0lex para passar pelos filtros antispam, para tentar fugir de outras buscas. Mas tenho cá pra mim que é inútil. “Eles” são mais poderosos.) Você está aí, amigo do Bra*des*co? Fazendo follow-up? Deixe um comentário! Caso contrário, vou ficar realmente paranóica, achando que tem alguém atrás do sofá da minha sala ouvindo minhas conversas. Daqui a pouco vou começar a me referir simplesmente a “Eles” e a falar em código (“Eles sabem tudo”, “Eles podem intervir”!).

E o pior de tudo é que só posso compartilhar essa história aqui! Porque como ninguém sabe da existência do blogue (quer dizer, eu acho, pois não tenho mais certeza de nada), nem posso comentar esse caso surreal com as pessoas.

Estou confusa. Não sei se acho o caso todo muito maneiro ou terrivelmente assustador.

15.2.10

Meu primeiro B.O.

Custou, mas aconteceu. Depois de quase ter perdido a carteira algumas vezes (aqui, por exemplo), agora perdi de vez. Na verdade não perdi, fui roubada. Ou mais precisamente: furtada.
Aconteceu na quarta-feira, dia 10. Eu havia perdido uma aposta com meu chefe, e tinha que pagar na forma de almoço. Enrolamos por várias semanas, até que marcamos na quarta. Eu estava com uma bolsa de lona, dessas abertas, de compras, sem qualquer tipo de fecho (um prato cheio para punguistas mãos leves). Mas o curioso foi a agilidade e profissionalismo do/a sujeito/a que me roubou. Porque saímos da editora, andamos 3 quadras e sentamos num café logo na entrada do Botafogo Praia Shopping. Pendurei a bolsa no encosto da cadeira, e eu estava sentada de frente para a entrada do shopping e a passagem das pessoas, ou seja, minha bolsa estava totalmente para dentro do restaurante -- sem contar o fato de que meu acompanhante estava de frente para mim. Então realmente não sei se foi no caminho até lá (no elevador, na rua, quando paramos no sinal) ou já no restaurante, mas de toda forma foi uma manobra bem arriscada do/a punguista. O fato é que, quando fui pegar a bolsa para pagar o almoço (afinal, eu estava convidando), a carteira não estava lá. Voltamos para a editora, vasculhamos a sala inteira, e nada. Será que não deixei em casa?, perguntará o leitor investigador. Não, e explico. Naquela mesma quarta-feira, às 10h05, fiz uma compra pela internet*, e necessariamente peguei a carteira, pois não sei o número do meu cartão de crédito de cor. Então a carteira estava comigo na editora, e depois sumiu.
Então comecei meu périplo pelo Bradesco. Já que minha agência fica ali na Praia de Botafogo mesmo, passei lá antes de qualquer coisa, para cancelar os cartões e sustar o único cheque que havia na carteira. Fui tão mal atendida que fiquei com pena de mim mesma. Tudo o que me disseram foi para ligar para o Fone Fácil. Que ótimo. De lá segui para a 10ª DP, na rua Bambina, onde esperei cerca de uma hora no calor (ar? que ar?), mas fui bem atendida pelo inspetor de plantão (que não, não conhecia as histórias do inspetor Espinosa, da 1ª DP, Praça Mauá**). Saí de lá de posse do meu primeiro B.O. (que aliás mudou de nome: agora é R.O., ou Registro de Ocorrência), e com este documento, no dia seguinte passei novamente no Bradesco (era preciso deixar lá uma cópia), e fui tão mal atendida que deixei de ter pena de mim mesma e decidi encerrar minha conta logo depois do carnaval. Registrei o ocorrido no SPC e no Serasa (meu pior pesadelo é que saiam abrindo crediários em meu nome). Depois tive de ir ao Detran para solicitar a isenção do Duda para emissão da segunda via da carteira de habilitação -- e é nessa hora que dá mais raiva de toda a história. Logicamente, no Detran da Av. Presidente Vargas. Claro, fui na hora do almoço. É evidente que estava fazendo 50 graus. Mas, para minha surpresa, o atendimento foi ótimo, rápido e cortês. As instalações são muito precárias, mas a coisa foi incrivelmente organizada. Consegui minha isenção, mas tenho de passar de novo na Pres. Vargas no dia 23 para tirar foto, e dois dias depois para pegar o novo documento.
Então meu carnaval está sendo, digamos, frugal. Porque graças ao Bradesco, meu cartão para movimentar a conta só chega em dez dias. Úteis. E para sacar com minha carteira de identidade (que felizmente não estava na carteira), eu teria que entrar em outra fila imensa -- foi neste momento que mandei tomarem no cu e resolvi procurar outro banco para aplicar os meus milhões. De modos que. Estou sem dinheiro e sem poder tirar -- bancada pelo maridão, after all. Engraçada, a vida.
E bom Carnaval para você também.

*Depois de ensaiar várias vezes pela Amazon, acabei descobrindo que na Livraria Cultura tinha World Without End (a continuação de Pillars of the Earth, sobre o qual falei aqui) em inglês. Agora vejam: uma edição pocket importada, novinha em folha, de 1000 páginas. Preço: R$ 18,43. Sim, amigos, dezoito reais e umas moedas. Paguei dez pilas pelo frete expresso, e o livro chegou em 24 horas. Custo total: R$ 28,43, entregue na minha mão no dia seguinte, sem sair da frente do computador. Preço da edição brasileira: R$ 75. SETENTA E CINCO REAIS. Também conhecido como "o quádruplo do preço". Mesmo trabalhando no mercado editorial e entendendo alguma coisa sobre composição de preço do livro, tem horas em que eu não entendo nada.

**Minha última aquisição via TrocandoLivros foi O silêncio da chuva, primeiro do Garcia-Roza (nunca tinha lido nada dele). Consegui que marido lesse (fato raro), e ele gostou. Li também, e gostei. Ótimo personagem, esse policial que transita pelo Rio. Dá outra graça de ler. Então usei outro crédito para pedir Perseguido, outra aventura do inspetor Espinosa, que já chegou, mas ainda não li.

8.2.10

Canícula

As praias agora andam sempre assim. Incluam-me fora dessa.
(Praia de Ipanema lotada. 17.02.2007 - Gustavo Stephan - Agencia O Globo)


Nasci e sempre vivi no Rio de Janeiro. Portanto, sei o que é o verão, sei o que é o calor. Mas uma das provas de que este ano está especial no quesito inferno é que, antes deste verão, eu não conhecia a palavra canícula. Que agora faz parte do vocabulário cotidiano de todo carioca.

Tenho tentado me lembrar de um outro verão tão inclemente como este. Ou tão longo como este. Porque, se bem me recordo, estamos nesse ritmo de mais de 35º todo dia desde novembro, com rápidos e breves intervalos em que a média baixa para 30º.

Eu confesso que meu bom humor descresce na mesma proporção em que a temperatura se eleva. O sol fortíssimo, o calor incessante e a umidade do ar me derrubam. Eu tento polianizar, pensando que não posso reclamar, afinal trabalho sentada e no ar condicionado - e igualmente durmo com ar condicionado. Mas olha, até Poliana tem reclamado ultimamente.

30.1.10

Mim gosta ganhar dinheiro

Uma das minhas funções no trabalho é cuidar do pagamento de royalties dos livros vendidos. Uma operação financeira, que deveria, em princípio, ficar a cargo desse departamento. Mas como quase todos os títulos publicados são estrangeiros, a barreira da língua fala alto e por isso cabe a mim solicitar os pagamentos (remessas de dinheiro para o exterior) e depois avisar aos agentes/editores/autores que na data X fizemos um pagamento Y referente aos títulos Z. Muito bem, até aí nada. Quase sempre, quando mando essas mensagens avisando dos pagamentos, a maioria dos seres humanos responde qualquer coisa, agradecendo apenas ou tirando alguma dúvida, fazendo comentários etc. Cortesia simples. Mas esta semana eu recebi uma resposta inédita, de uma editora americana para a qual enviamos um pagamento:
"Thank you so much for your message. We love money! All best, Fulana de Tal".
Eu que achei que já tinha visto de tudo nesse mundo, fui pega de surpresa. Fiquei sem reação. Não consegui responder nada a um comentário deste. A única coisa que pensei foi escrever algo como "Pense no Haiti", o que obviamente não fiz.
E vocês, como responderiam?