É incrível como um vídeo bem produzido e editado faz toda a diferença.
16.11.11
Belo Monte
Gostei e repasso.
É incrível como um vídeo bem produzido e editado faz toda a diferença.
É incrível como um vídeo bem produzido e editado faz toda a diferença.
Ideias fixas:
atualidades,
brasil
14.11.11
Lilica e o alter ego infantil
Essa foi (mais uma) criação genial do meu marido. Começou despretensiosamente, como uma história com lição de moral - nada de extraordinário. Mathilde queria, sei lá, tomar o quinto copo de suco, ou então cismou de não comer verdinho, qualquer coisa dessas. Então ele começou a contar "A História da Lilica Que Só Queria Tomar Suco", na qual a personagem Lilica toma tanto suco que alguma coisa terrível acontece, e então a Lilica entende que não se pode tomar só suco na vida, e fim da história. Fez sucesso, e ele repetiu a dose. A Lilica Que Não Queria Sair do Banho ficou tão enrugada que não conseguia mais fazer nada. A Lilica Que Faz Pirraça Por Causa de Biscoito ficou com uma barriga tão grande de biscoito que as roupas não cabiam mais e ninguém queria brincar com ela. Enfim, já deu pra ter uma ideia de como funciona o sistema da Lilica.
Mas o que não esperávamos é que o sucesso fosse ser tão grande que Mathilde começasse a pedir que contássemos histórias da Lilica. E o que é mais incrível: ela pede para contar a história da Lilica que fez justamente a(s) coisa(s) errada(s) que ela fez naquele dia. Então se nós vamos a piscina e é aquele drama na hora de ir embora, de noite tem: "Mamãe, conta A História da Lilica Que Não Queria Sair da Piscina?".
Chegou a tal ponto que ela já pede três histórias da Lilica de uma vez! A História da Lilica Que Não Queria Ir Ao Dentista, A História da Lilica Que Não Queria Parar de Jogar no Computador e A História da Lilica Que Queria Tomar Picolé Todo Dia.
E o mais sensacional é o ar de profunda reprovação que ela assume quando escuta as desventuras da Lilica.
-- Imagina, filha, que a Lilica, coitada, era meio nenenzinha, ela fazia pirraça na hora de ir ao dentista!
-- Tsk, tsk tsk.
-- A Lilica não sabe que quem escova o dente todo dia não precisa ter medo do dentista, porque não dói, o dentista só olha os dentes e fica tudo bem.
-- É, mamãe, ela não sabe, coitada.
(Isso depois de um vexame terrível no consultório da odontopediatra.)
Enfim, fica a dica aí para os colegas que estão nessa ralação de buscar métodos alternativos para domar as crianças...
Mas o que não esperávamos é que o sucesso fosse ser tão grande que Mathilde começasse a pedir que contássemos histórias da Lilica. E o que é mais incrível: ela pede para contar a história da Lilica que fez justamente a(s) coisa(s) errada(s) que ela fez naquele dia. Então se nós vamos a piscina e é aquele drama na hora de ir embora, de noite tem: "Mamãe, conta A História da Lilica Que Não Queria Sair da Piscina?".
Chegou a tal ponto que ela já pede três histórias da Lilica de uma vez! A História da Lilica Que Não Queria Ir Ao Dentista, A História da Lilica Que Não Queria Parar de Jogar no Computador e A História da Lilica Que Queria Tomar Picolé Todo Dia.
E o mais sensacional é o ar de profunda reprovação que ela assume quando escuta as desventuras da Lilica.
-- Imagina, filha, que a Lilica, coitada, era meio nenenzinha, ela fazia pirraça na hora de ir ao dentista!
-- Tsk, tsk tsk.
-- A Lilica não sabe que quem escova o dente todo dia não precisa ter medo do dentista, porque não dói, o dentista só olha os dentes e fica tudo bem.
-- É, mamãe, ela não sabe, coitada.
(Isso depois de um vexame terrível no consultório da odontopediatra.)
Enfim, fica a dica aí para os colegas que estão nessa ralação de buscar métodos alternativos para domar as crianças...
Ideias fixas:
vida de mãe
9.11.11
Teoria da conspiração
Meu e-mail do Yahoo, que eu uso para listas de e-mail e para cadastros comerciais, mandou uma mensagem-spam para todos os meus contatos, daquele tipo sem nada no assunto e só com um link obviamente spam no corpo da mensagem. Reparei quando surgiram, de uma hora pra outra, 138 mensagens não lidas na minha caixa de entrada, todas de erro, de endereços de e-mail que não existem mais. Foi a primeira vez que isso me aconteceu, e fiquei morrendo de vergonha, claro. Menos de dez minutos depois, chega um e-mail da McAfee, o antivírus que veio instalado no meu laptop Dell e cuja licença expira em breve. Era uma mensagem "Economize 33% para renovar agora a proteção feita para seu computador Dell"
Não está muito na cara que foram eles os responsáveis pelo spam enviado em meu nome para todos os meus contatos?!
Não está muito na cara que foram eles os responsáveis pelo spam enviado em meu nome para todos os meus contatos?!
Ideias fixas:
pooootaquiuspariu
7.11.11
Chico (2011)
Num mundo em que ninguém mais compra discos, comprei e estou viciada no novo CD do Chico. Fora a primeira música, de que não gostei muito, as outras nove são tão boas que dá vontade de ouvir de novo, de novo e de novo, assim para aprender a cantar de cor.
Tem o dueto com a Thais Gulin (Se eu soubesse), em que eles cantam "mas acontece que eu saí por aí, e aí, la-ra-ri..." (eu não conhecia essa cantora, mas achei ótima). Tem a incrível "valsa russa" Nina, linda de doer. Tem sambas muito bons: Sou eu, com participação especial do Wilson das Neves, sempre uma atração à parte, e Barafunda, que me conquistou de cara com o trocadilho "antes que o uísque... o esquecimento... jogue seu manto cinzento" (sacaram? hein, hein? uísque/uísquecimento? a-há!). Tem a última faixa, Sinhá, que é parceria com o João Bosco mas tem a maior cara de Paulo César Pinheiro, e é outra que tenho vontade de tascar direto na função "repetir".
Enfim, é um grande disco, e realmente lamento que o lançamento de um disco novo do Chico Buarque não cause mais a comoção que causava em outros tempos. E se o novo disco do Chico não provoca comoção, é porque hoje em dia disco nenhum da música brasileira pode causar comoção. É pena. Ouvir um disco com atenção, sem estar fazendo outra coisa, é uma atividade muito rara hoje em dia. Ninguém consegue se dar 30 minutos para ficar sentado ouvindo música, apesar de ficarmos muito mais tempo que isso de bobeira em frente à TV ou ao computador.
Os links acima são para os clipes das músicas, que estão todos disponíveis no site Chico Bastidores. Se tiver curiosidade, vá lá e ouça as músicas. E se gostar, não deixe de praticar essa ação tão século XX: compre o disco. Eu vou continuar ouvindo para saber cantar tudo de cor no show!
PS: Toda a genialidade do disco ficou restrita à música. O título é sem graça, a capa idem, e o projeto gráfico simplesmente é inexistente. Horrível mesmo.
A TURNÊ
BELO HORIZONTE
Palácio das Artes
De 5 a 8 de novembro
PORTO ALEGRE
Teatro do Sesi
Dias 28 e 29 de novembro
CURITIBA
Teatro Guaíra
De 15 a 18 de dezembro
RIO DE JANEIRO
Vivo Rio
De 5 a 29 de janeiro
SÃO PAULO
HSBC Brasil
De 1 a 25 de março
Ideias fixas:
música
30.10.11
29.10.11
Keesha e Zeelena
Na banca de jornal da esquina vendem-se, entre milhares de outras coisas que não se imaginaria encontrar numa banca de jornal, plaquinhas com nomes para pendurar na porta. Para quartos de criança. Sabe como é, Maria Clara, e a figura da Cinderela. João Victor e um bonequinho com camisa do Flamengo e bola no pé. E eis que entre Lucas, Pedro, Isabel e Alice, lá estão, com a maior naturalidade, Keesha e Zeelena.
Eu hein.
Eu hein.
Ideias fixas:
superbobagens
28.10.11
27.10.11
Alô, Botafogo e Humaitá!
Boa dica para os moradores dos bairros de Botafogo e Humaitá. A Light está fazendo um programa piloto de reciclagem de lixo no Morro Dona Marta, que concede descontos na conta de luz para quem leva lixo para reciclar.
Estive lá hoje e fiquei muito bem impressionada com a organização. A coleta é num posto comunitário na rua São Clemente (na praça onde fica a subida para o morro), e o funcionamento para receber o lixo é restrito: apenas terças e quintas, das 8h às 13h. Segundas, quartas e sextas a coleta é na estação do Plano Inclinado do morro.
Funciona assim: você leva sua conta de luz e se cadastra. Ganha um cartão. A partir de então, pode levar o lixo reciclável quantas vezes quiser, e a cada pesagem ganha um novo desconto e um recibo, que é feito na hora, numa maquininha do tipo das de cartão de crédito. Bem legal, rápido e prático. Como moro num prédio pequeno (6 apartamentos) que não separa lixo por falta de iniciativa e organização, cadastrei o condomínio (marido é síndico...), e agora sim terei um pouco mais de moral ao tentar convencer os vizinhos a separar suas garrafas pet, jornais velhos, caixas longa vida, vidros e recipientes em geral. Eles até fornecem lá os sacos transparentes próprios para armazenar o material reciclável.
Os descontos são válidos por enquanto apenas para os moradores desses bairros, mas para os demais é possível levar o lixo e doar o desconto a instituições de caridade cadastradas.
Gostei. Esse tipo de coisa sempre funciona muito melhor quando há um incentivo financeiro por trás.
Maiores informações no site do programa Light Recicla: http://www.light.com.br/light-recicla.asp
Estive lá hoje e fiquei muito bem impressionada com a organização. A coleta é num posto comunitário na rua São Clemente (na praça onde fica a subida para o morro), e o funcionamento para receber o lixo é restrito: apenas terças e quintas, das 8h às 13h. Segundas, quartas e sextas a coleta é na estação do Plano Inclinado do morro.
Funciona assim: você leva sua conta de luz e se cadastra. Ganha um cartão. A partir de então, pode levar o lixo reciclável quantas vezes quiser, e a cada pesagem ganha um novo desconto e um recibo, que é feito na hora, numa maquininha do tipo das de cartão de crédito. Bem legal, rápido e prático. Como moro num prédio pequeno (6 apartamentos) que não separa lixo por falta de iniciativa e organização, cadastrei o condomínio (marido é síndico...), e agora sim terei um pouco mais de moral ao tentar convencer os vizinhos a separar suas garrafas pet, jornais velhos, caixas longa vida, vidros e recipientes em geral. Eles até fornecem lá os sacos transparentes próprios para armazenar o material reciclável.
Os descontos são válidos por enquanto apenas para os moradores desses bairros, mas para os demais é possível levar o lixo e doar o desconto a instituições de caridade cadastradas.
Gostei. Esse tipo de coisa sempre funciona muito melhor quando há um incentivo financeiro por trás.
Maiores informações no site do programa Light Recicla: http://www.light.com.br/light-recicla.asp
Ideias fixas:
rio de janeiro
19.10.11
O que você lê
Volta e meio recebo mensagens muito bacanas sobre os livros que comento aqui, mas recentemente elas têm sido mais frequentes.
por sua causa comprei os livros do Stieg Larsson e adorei! Depois veio Equador, que também adorei! Agora, a Travessa acabou de me entregar minha última encomenda, quase todos dicas que peguei por aqui. Aí, resolvi entrar em contato e agradecer! (Flavita)
Por sua indicação, comprei o Homem de Beijing e estou acabando de ler. Gostei muito! (Liz)
[Detalhe que eu não li O Homem de Beijing, apenas mencionei que tinha vontade de ler...]
Por conta de um comentário seu a Ana Paula me emprestou os Pilares da Terra, que adorei. (Claudio Luiz)
olha eu de novo aqui, para comentar as citações que você faz. Equador, Dois Irmãos( novamente ) e Pilares da Terra! Gostamos dos mesmos livros! (Liz)
Acho isso tão legal. E vejo que algumas dessas pessoas são leitoras do blogue mas nunca comentam, e um dia desencantam, escrevem e mandam essas mensagens fofas.
Então, curiosa que sou, pergunto: você já leu algum livro por indicação deste blogue?
Ideias fixas:
livros
17.10.11
Histórias da vovó: Dia de fúria amanteigado
![]() |
| A foto perfeita para ilustrar este post veio daqui |
E como sempre nessas horas, fico meio atormentada com minha própria falta de saco com as crianças, meio que colocando em dúvida meus talentos para esse papel de mãe (sempre passa, mas que rola, isso rola). Então fui ver minha avó, que é uma espécie de lenda viva do amor incondicional, ícone da mulher que se entrega de corpo e alma à família, da mãe/avó/bisavó que ama sem freios e sem limites -- o que nem é tão bom, haja visto as pessoas estranhas que são os dois filhos dela, meu pai e minha tia.
Mas enfim, lá fui eu, na tarde chuvosa de domingo, fazer essa visita. E contei que viajamos no feriado, mas que na viagem de ida pegamos tanta chuva na estrada à noite, subindo a serra, que tivemos de fazer uma parada na Casa do Alemão, e não conseguimos saltar do carro tamanho era o dilúvio, então paramos na Pavelka, que fica ao lado e tem um meio telhado para o estacionamento dos carros, onde deu para saltar sem ficarmos ensopados.
Aí veio a história da minha vó.
Houve uma época em que seu avô quis comprar um apartamento em Petrópolis, ali no Quitandinha. Então, quando estava fazendo o negócio, nós costumávamos subir a serra aos domingos e passar o dia lá. E sempre parávamos na Casa do Alemão para comprar uns biscoitos amanteigados. Pois bem. Um belo dia, eu cheguei em casa do trabalho e quando abri a porta vi que estava uma discussão tremenda -- seu avô com seu pai, que devia ter uns 14 anos, sua tia, com uns 7 anos, se metendo no meio, e ainda a Hélia [a empregada da família durante décadas] gritando alguma coisa relacionada à discussão. Todos brigando com todos. Deveria ser perto das 6 horas da tarde, porque eu largava o trabalho às 5. Mas só sei que não pude com aquilo. Abri a porta, vi a cena, e disse: "Não vou nem entrar. Vocês se acalmem que mais tarde, quando tiverem terminado de brigar, eu volto." Então fui-me embora, entrei no carro e comecei a dirigir, dirigir, dirigir e quando vi estava quase chegando em Petrópolis! Então parei no Alemão, e a essa altura já estava arrependidíssima, pensando "Meu Deus, o que eu vim fazer aqui?!". Então comprei uns biscoitos amanteigados e voltei, já à noite. Quando cheguei a discussão estava terminada, todos conversavam como se nada houvesse acontecido. Eu entrei com a cara mais altiva que pude, e disse apenas "Que bom que estão mais calmos. Olhem, trouxe uns biscoitos amanteigados para vocês." E pus em cima da mesa. Seu pai e seu avô nunca acreditaram que eu tivesse mesmo ido até o Alemão. Achavam que eu tinha comprado os biscoitos em algum lugar da cidade.
Se até Dona R., mãe e esposa dedicada, chefe de família exemplar e exemplo máximo de devoção, perdia a paciência a esse ponto, fico bem mais tranquila.
Ideias fixas:
vida de mãe
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