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Nova Fronteira, 2004 (mesma capa da edição portuguesa da Oficina do Livro) |
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Companhia das Letras, 2011 |
Equador é o livro ideal para dar de presente a pessoas que não conhecemos bem a ponto de identificar os gostos literários. Ontem fomos ao aniversário de uma pessoa que conhecemos pouco, e que além do mais mora nos EUA, o que restringe um pouco as possibilidades de acerto, porque, caso ela seja uma leitora voraz, tem muito mais chance de já ter lido os maiores bestsellers internacionais em inglês.
Na livraria vimos as duas edições acima. A da Nova Fronteira capta muito bem o clima do livro, além de ser muito bonita, mas ela se torna mil vezes melhor quando a comparamos com a nova arte que a Companhia das Letras agora põe no mercado, completamente equivocada com seu espírito de romance-literário-moderninho-britânico-vencedor-de-Booker-Prize. Nada a ver. Naaaaaada. A. Ver.
(O que pensará O Capista?)
No fim das contas compramos a nova porque custa dez reais a menos. Mas quase comprei a antiga só por causa da capa.
(Sobre a festa: a aniversariante é física. Tipo, astrofísica, uma parada sinistra. Daí que na festa tinha uma porção de físicos, que naturalmente ficaram mais conversando entre si. E eu, tão acostumada a conviver com jornalistas e coisas desse tipo, gente que adora dar pitaco sobre tudo e que costuma poder falar sobre o seu trabalho com qualquer um, dado o caráter generalista da função, fiquei pensando como deve ser solitário trabalhar em uma área em que não dá nem pra começar a explicar para uma pessoa leiga. Em suma: um bando de malucos!)