29.3.09

O mistério do Zé Pereira

Mathilde ficou confusa: Zé Pereira? Zabelê? Caxanguê? Oh céus!

Sinto que abri uma espécie de Caixa de Pandora com o post abaixo, pedindo aos amigos leitores que compartilhassem sua própria versão de Escravos de Jó. Terminei muito mais confusa do que antes. Tudo o que eu queria era resolver nossa pendência doméstica: eu sempre cantei Deixa o Zé Pereira ficar, ao passo que marido canta Deixa o Zé Pereira entrar. Quanto isso, minha vitória foi esmagadora: todo mundo canta que, quem quer que seja, deve ficar, e não entrar.
Mas o assunto não se esgotou aí.
Teve gente, como o César e a Ana Valéria, que aparentemente cantam apenas "deixa ficar", sem especificar quem deve ficar. Imagino que a ideia seja algo como "ah, deixa rolar!, deixa quieto!". Ok, é uma possibilidade. Depois começaram as múltiplas opções sobre quem deveria ficar. O Zé Pereira, o Zabelê da Alena e da mãe da Isabella, o Canjerê da Cam, o Caxanguê da Ana... O último comentário, de um leitor anônimo, foi o mais elucidador. Não sei quem você é, caro Anônimo, mas com certeza é o maior especialista no assunto, dentre todos que comentaram. Porque, segundo ele, em Minas a versão é a da Cam, do "Canjerê", que significa "feitiço, despacho". Isso sim fez algum sentido pra mim. Porque, até esse comentário surgir, eu já estava encucada com outro problema: o que faz o sr. Zé Pereira -- que é, como todos sabem, uma figura icônica do Carnaval ("Viva o Zé Pereira/ Viva o Zé Pereira/ Viva o Zé Pereira/ Viva o Carnaval!" ou "Tum tum tum/ Zé Pereira!/ Tum tum tum/ Zé Pereira!") -- nessa brincadeira de escravos?
Ãn-fãn. Considero o assunto encerrado.
E conclamo todos a comprar o CD infantil da Tatiana Rocha, para variarmos um pouco dessas maluquices de caxangás e donas Chicas. É isso que eu vou fazer agora.
.

3 comentários:

Mizifia Seslaf disse...

Canjerê é despacho? Uia.

Isabella disse...

Que figura!!!

F. disse...

Anna, quando morei no Rio vivi esse debate intensamente. POrque em São Paulo a gente apenas "deixa ficar". Não tem nenhum Zé Pereira nem Zabelê nem Canjerê.

Além dessa, tinha também a enorme polêmica do Parabéns a você. No Rio, as pessoas cantam "É big, É big, É big" e em São cantam "É Pic, é pic, é pic". Sempre dava problema.

Bjs.