
Estive em São Paulo no fim de semana. E, como acontece sempre que vou pra lá, sinto-me como se estivesse em outro país. Quase diria em outro planeta.
São Paulo, cidade cheia de túneis que não são em montanhas.
São Paulo, que montanhas não tem, mas onde está-se sempre subindo ou descendo uma ladeira.
São Paulo, que sem montanhas dá uma impressão de não ter fim, não acabar nunca, nunca, nunca.
São Paulo, que tem tantos prédios, mas ainda tantas e tantas casinhas.
São Paulo, que tem cafezinhos de R$ 4,90 mas imóveis e gasolina mais baratos que o Rio.
São Paulo, terra dos paulistanos.
Considerações à parte, registre-se que:
Conheci a Sala São Paulo, absolutamente fantástica sala de concertos.
Peguei um táxi cujo motorista disse, com o ardor dos facínoras, a propósito da eleição que se avizinhava: "Minha senhora, o meu candidato é o Maluf!" - porque, na boa, no fundo não é sem alguma surpresa que a gente se dá conta que essas pessoas existem de verdade.
Fui a um jantar que tinha entre os comensais membros da família Matarazzo e a Silvia Poppovic. Acho que não preciso dizer mais nada. A não ser que saímos correndo logo que possível.
Meu rio, meu Tietê, onde me levas?
Sarcástico rio que contradizes o curso das águas
E te afastas do mar e te adentras na terra dos homens,
Onde me queres levar?...
(M. de A.)