7.9.11

Liberdade, de Jonathan Franzen


Poucas vezes a frase "Don't believe the hype" me pareceu tão acurada. Eu deveria ter desconfiado quando vi, na capa, o selo dizendo "O livro do ano, e do século - The Guardian". Uma afirmação com esse grau de presunção deveria ter disparado alguns alarmes. Além disso, quando Liberdade saiu nos EUA, em 2010, o autor saiu na capa da revista Time, com o título "Great American Novelist". Hmm. Nos EUA o livro é um bestseller, recomendado até pela Oprah*. A crítica compara Franzen a Tolstói em sua capacidade de retratar a vida americana nesses tempos que correm. Estava armado o circo do hype literário.

Mas não fui uma simples vítima desse hype. O fato é que li e adorei seu livro anterior, As Correções, de 2001.  Assim como aconteceu com Milton Hatoum e Miguel Sousa Tavares, minha empolgação com um livro (Dois Irmãos do Hatoum, Equador do MST, As Correções do Franzen) me fez comprar o lançamento seguinte sem pestanejar -- apenas para amargar uma decepção daquelas.

E é em respeito a As Correções que eu não escrevo aqui que Liberdade é simplesmente uma bosta (e também porque não é muito fino escrever uma coisa dessas). Então vamos dizer apenas que é um livro ruim. Ou melhor ainda: que é um livro de que eu não gostei. Vamos ser ainda mais camaradas e dizer que tenho andado numa maré de falta de sorte com a ficção literária, já que também não gostei de 2666 do Roberto Bolaño. E pronto, chegamos àquele adorável clichê de final de namoro: o problema é comigo, não com o livro!

Ah, porra nenhuma. É uma porcaria mesmo. E vou explicar por quê.

Liberdade gira em torno da família Berglund (o casal Patty e Walter, e seus filhos Jessica e Joey), e tem outro personagem importante, Richard Katz, amigo de Walter e depois de Patty desde os tempos da faculdade. O início do livro não é tão ruim. É uma narrativa que parte das observações dos vizinhos sobre os Berglunds, e assim, com as esperadas doses de maledicência e fofocada que permeiam qualquer relação de vizinhança, ficamos sabendo dos podres da família, a partir desse olhar externo. Mas mesmo nesse começo eu já comecei a me aborrecer com um excesso de oh-como-sou-observador-astuto-da-contemporaneidade. 
Havia também questões mais contemporâneas, como, era mesmo o caso de usar fraldas de pano? O trabalho valia a pena? (...) Os escoteiros eram aceitáveis do ponto de visto politico? O trigo sarraceno era mesmo necessário? Onde reciclar pilhas? (...) O seu Volvo 240 às vezes não deixa de entrar em overdrive quando você aperta o botão de overdrive? (...) E o botão com a etiqueta enigmática no painel, que produzia uma clique sueco perfeito, mas dava a impressão de não estar ligado a nada: que diabo era aquilo? (p. 12-13)

Pois, é o que eu pergunto: que diabo é isso? Devo dar um riso constrangido com o canto da boca com essas questões? Era esse o objetivo? Porque se era, falhou espetacularmente, pois elas não me comunicam absolutamente nada. Noves fora eu não ter ideia do que seja um Volvo 240, o que não faz diferença, não acho em nada relevante para a contextualização da narrativa esse trecho, que é muito mais longo do que o citado acima.


Mas vá lá, seguimos na leitura, e essa parte inicial termina na página 36. Aí começa o declínio absoluto do livro, quando ele se torna impossível de salvar: A "Autobiografia de Patty Berglund", intitulada "Todo mundo erra", e escrita "(por sugestão de seu terapeuta)". São intermináveis 166 páginas em que ficamos conhecendo a infância de Patty, seu relacionamento distante com a mãe, o pai, e as irmãs, o infeliz início de sua vida sexual, sua carreira de atleta (jogadora de basquete), a estranha amizade com uma espécie de amiga sanguessuga (parte inverossímil, a bem da verdade, pois Patty podia ser ingênua, mas não era idiota), a aproximação de Richard e Walter, e as escolhas péssimas que ela vai fazendo ao longo da vida. Durante a Autobiografia, Patty se refere a si própria tanto como "Patty" como quanto "a autobiógrafa", mas o mais grave é que a voz do narrador (ou seja, de Patty) não difere significativamente nem do trecho que veio antes, nem do trecho que vem depois. É como se Patty e o narrador onisciente do resto do livro fossem a mesma coisa. Incompreensível.

E é chato, minha gente. É maçante. Veja, personagens desinteressantes, simplórios ou patéticos não são necessariamente tediosos. Mas aqui, sim. Nada me convence. A tensão sexual latente entre Patty e Richard, problematizada pelo fato de que ambos amam Walter, é banal. Quando consumada, as cenas são tediosas. E chovem os trechos "vou-fazer-frases-de-efeito". Como esse parágrafo:
Cortou as batatas em ângulos muito estranhos. Lembravam um quebra-cabeça geométrico. (p. 178)
Ai, caramba, quero meu dinheiro de volta! Este foi um parágrafo de 2 frases, mas no mais das vezes abundam os parágrafos de 50 linhas, os apostos entre colchetes que são uma frase só de 30 linhas. E, bem, esse tipo de coisa só presta se você for mesmo um gênio. Caso contrário, nem tente.

Walter é um personagem santo durante a maior parte do livro. Passivo, cordato, se contenta com as migalhas que Patty lhe reserva, parecendo sempre feliz por ter conseguido, ele, um nerd, casar com aquele mulherão. E quando Walter finalmente começa a dar uma virada, ela se inicia através de uma história de reservas florestais para salvar mariquitas azuis ameaçadas de extinção mas que na verdade não passava de um golpe para aquisição de áreas ricas em carvão porque as políticas de extração estavam prestes a mudar no Congresso, tudo decidido entre os figurões de Washington amigos de Dick Cheney e por aí vai. Mas meu Deus, ele se senta com Richard para explicar essa história e passa 25 páginas discorrendo sobre os detalhes! Aaah! 25 páginas de texto sobre essa merda! E não pense que o estilo é de thriller político-corporativo-jurídico-Crichton-Turow-Grisham. Quem dera, porque esses caras ao menos criam ganchos entre seus capítulos curtos, benditos sejam. Não. É tudo chato, porque o Walter é um cara super certinho e careta, portanto ele é chatinho também, é quase como se a gente lesse por pena.

E o Richard é um personagem que não fede nem cheira, um roqueiro que faz sucesso quando menos espera e quando já não deseja o sucesso, um comedor de mulheres como qualquer roqueiro estereotipado que se preze, que não tem remorsos (exceto quando se trata de Walter) e quer que tudo se foda mesmo. Mas é aquela coisa: de onde menos se espera, é dali que não sai nada mesmo. Não é Richard que salva o livro.

Dizem que tem uma parte sobre Joey que é das melhores, que ele é um dos personagens principais também. Acho que jamais saberei. Quando cheguei a um final de capítulo na página 251 e vi que ainda não estava nem na metade, desisti. Já estava mesmo pulando grandes trechos, já tinha dado gritos de impaciência com o livro, enfim, já deu o que tinha pra dar.

Mais que tudo, Liberdade me pareceu um livro sem ritmo. A narrativa é tão estanque, tão truncada, que me senti travada enquanto lia. Bons livros podem ser lentos ou velozes. Mas a ausência de qualquer ritmo, a falta de uma cadência, são fatais.

PS sobre a lamentável edição brasileira

Assim como As Correções, Liberdade saiu aqui pela Companhia das Letras, editora que costuma primar pela excelência no tratamento do texto -- ótimos tradutores, preparadores de texto, revisores. Mas neste caso, por um engano, foi para as lojas uma primeira tiragem com um sem-número de erros bisonhos de tradução. São palavras faltando, erros de concordância e coisas estapafúrdias como "comessasse" ou "sobiu". Mas não só isso. Questões estúpidas de tradução, que me incomodam sobremaneira, porque mostram a falta de um mínimo esforço para adaptar ao falar brasileiro, um desprezo total ao leitor brasileiro. Como na página 198. Uma conversa telefônica entre Patty e Richard, que chega a um beco-sem-saída, aquele momento em que você já não tem mais o que dizer num diálogo que está, desde o início, sendo constrangedor para todas as partes. Todo mundo já passou por isso, todo mundo identifica a situação.
"O que foi isso?", perguntou Richard.
"Nada. Desculpe."
"Então, de qualquer maneira."
"De qualquer maneira."
"Resolvi que não ia."
"Certo. Entendi. É claro."
"Certo, então."
Péra aí, pára tudo. "Então, de qualquer maneira." "De qualquer maneira." ??? Alguém consegue imaginar uma pessoa falando assim ao telefone? Não sei como é o texto original em inglês, mas aposto 20 mariolas como é: "So, anyway." "Anyway." É o clássico termo para não-sei-mais-o-que-dizer. E não é difícil lembrar como se diz isso no Brasil: "Mas enfim." "Enfim." É claro que, literalmente, Anyway = de qualquer maneira. E em muitas situações essa equivalência vale. Mas nunca num caso como este.

Pesquisando na internet, vi que outros leitores estavam tão estupefatos quanto eu com os erros de revisão, e um deles, comentando no blog da própria editora, disse exatamente o que eu penso: a vontade é jogar a edição brasileira no lixo e ler o original em inglês. Gostei tanto desse comentário, que comentei também, e até citei alguns dos erros que achei ao longo do livro. Alguém anônimo da editora respondeu apenas que infelizmente a primeira edição tinha saído com erros, mas que já tinham sido corrigidos numa nova edição.

Ora, se alguém na área de atendimento ao leitor da editora em que eu trabalho responde desta forma a um leitor com esse tipo de reclamação, vai para o olho da rua. Caramba, a editora botou no mercado um produto com defeito, e eu comprei!, e escrevi para dizer que estava insatisfeita com meu produto defeituoso. O mínimo a fazer é oferecer a troca por um produto sem defeito! Mas não, nada do tipo. Claro, eu é que não escrevi mais para lá dizendo isso, porque não serei eu a dizer à concorrência como proceder, e porque não quero nem um exemplar deste livro, muito menos dois. Mas a arrogância é de dar dó. Numa era em que o consumidor é cada vez mais difícil de alcançar, em que você, enquanto editora, precisa suar para fidelizar esses clientes, principalmente esses que estão te dizendo: eu posso ler em inglês e não vou mais comprar seus livros, seus idiotas!, responder assim é um suicídio para a imagem.

Porque na verdade é isso mesmo. Leitores como eu, mais apegados ao conteúdo do que ao produto físico livro, possuidores de um Kindle e uma conta na Amazon, e fluentes em inglês, simplesmente não precisam mais das editoras brasileiras para ler literatura estrangeira. Da própria Companhia das Letras, eu quero ler O décimo primeiro mandamento do Abraham Verghese (632 páginas, R$54), e O Homem de Beijing do Henning Mankell (512 páginas, R$46). Mas com um clique posso comprar Cutting from Stone (947 KB, US$9,57) e The Man from Beijing (616 KB, US$10,58). É mais barato, mais rápido, e até mais ecológico. E se eu não gostar, não preciso me preocupar em me livrar do exemplar.


*não que isso seja tão fora do normal: a Oprah tem um celebérrimo clube do livro que tem feito muito pela promoção da literatura -- sou a favor.

25 comentários:

Milton Ribeiro disse...

Assino embaixo e por todos os lados. Excelente!

Anônimo disse...

Nem me passou pela cabeça ler o livro, nem sabia nada dele, agora que sei nem pisco quando vir ::)
beijo
clara

anna v. disse...

Você leu, Milton? Chegou ao fim?

Clara, não perca seu tempo!

Anônimo disse...

que bom ler seu texto, eu persisti neste livro, mas fui ficando deprimida, que tortura. chato, chato, chato. achei que o problema era meu. ufa.

anna v. disse...

Anônima, você não sabe como seu comentário me deixa feliz!
Essa coisa de achar que o problema é com a gente é o efeito mais perverso do hype.

Anônimo disse...

eu achei ridículo o "melhor livro do ano do século", mas adorei! não tinha lido "as correções", que li depois (e não gostei muito), mas adorei "liberdade". essas passagens explicativas são chatíssimas (mas achei piores ainda em correções), mas não serviram pra me fazer abandonar o livro... só não achei nenhuma obra-prima da literatura mundial, que eu tinha que ter lido ou seria uma pessoa incompleta ("dois irmãos", por ex, acho fundamental!), mas um passatempo muito agradável...

sobre a cia das letras, concordo demais com vc. sempre gostei das traduções dela, mas essa é ridícula e comessasse e cia, é podre demais.

Surya

Isabella disse...

Nossa, Anna! Emprestei na biblioteca e devolvi sem passar das dez primeiras paginas. Assim como a anônima, achei que havia algo de errado comigo. Este post vai ficar para a historia. Show!

anna v. disse...

Surya, eu achei que fosse receber mais respostas como a sua, já que quase só vejo resenhas positivas nos blogues por aí. Enfim, viva a diversidade e que bom que você gostou, ainda que me surpreenda você considerar o livro um passatempo agradável.
Isabella, que sorte sua poder recorrer à biblioteca. Inveja, inveja.

LIZ disse...

Por sua idndicação, comprei o Homem de Beijing e estou acabando de ler. Gostei muito!
Vamos ver os comentários...
Obrigada Liz

anna v. disse...

Liz, que bom! Quer dizer, nem foi bem uma indicação, porque eu não li ainda (nem comprei, na verdade), mas gosto desse autor. Mas fico feliz de saber que você comprou, leu e gostou.

Min disse...

Anna, adorei seu blog. Minha primeira visita, e já virou favorito.
Também desconfio desses "fenômenos literários". Ótima escrita a sua. Parabéns! Beijão.

anna v. disse...

Min, não tem massagem maior no ego da pessoa blogueira do que um comentário como o seu.
:-)

Anônimo disse...

Anna,
Em primeiro lugar parabéns pelo blog, amei!
Segundo: Concordo em gênero, número e grau com o seu post! Estou na metade do livro porque detesto largar uma leitura no meio... mas são tantos erros e a leitura é tão arrastada que está quase impossível prosseguir.
Agora que descobri seu blog vou sempre acompanhar!
Abraços,
Flávia Cardoso.

anna v. disse...

Obrigada, Flavia! Que bom que nosso gosto combinou. Dá um alívio danado ver que as pessoas compartilham de uma opinião que a princípio estava parecendo tão polêmica, já que só ouvia falar coisas ótimas sobre o livro...
Beijos e volte sempre.

Jussara disse...

Anna, adorei seu post, concordo com tudo! Pensei que eu estivesse louca por não ter gostado e nem insistido, mas sabe quando a leitura não flui? E todo mundo falando maravilhosamente bem.
É como vc disse: era de se estranhar tamanha presunção em ser considerado "o livro do século".
Saber que nem vc conseguiu ler tudo me dá um grande alívio, já que vc é uma leitora voraz, trabalha em editora e tal.
Leio seu blog desde quase o comecinho e nunca tinha visto vc tão "brava", nem lembro de ter lido palavrão aqui antes. Sinal de que vc ficou mesmo indignada com o livro. hehehe Eu tb fiquei, joguei meu dinheiro fora.
Sobre os erros da primeira tiragem: lamentável e vergonhoso.

anna v. disse...

Jussara, com o seu comentário já somos 4 que não conseguimos chegar ao final do "livro do século". O bom é tirar da frente o constrangimento e a pressão do "todo mundo falando bem". Quanto ao livro, tenta "reciclar": troca ou vende.
Beijos.

Mistical Club disse...

Gostei muito do blog e do seu texto. Estou lendo o livro e ainda não cheguei ao ponto de largar. Na verdade estou gostando ainda que não desconsidere suas críticas. O que realmente foi revoltante foi o descaso com a tradução e a revisão. Sou professor de Inglês e tradutor e não consigo entender como se lança no mercado um produto assim, tão obviamente defeituoso e sem nenhuma consideração por quem compra. Já havia notado problemas na encadernação da Biografia de Clarice Lispector do Moser e agora mais essa. Parabéns pelo texto e pelo blog, de qualquer forma..rs

anna v. disse...

Mistical Club, seja bem-vindo (ou benvindo, não sei mais). Sobre os erros, shit happens. Mas a falta de consideração com o consumidor é que não tem desculpa. No mais, vamos em frente, de Kindle em punho, comprando os e-books em inglês! Essa sim, a verdadeira "Liberdade".

Anônimo disse...

Anna, gostei muito mesmo do seu texto. Li o livro através de um ex-namorado que enviou pelo correio para mim, dizendo que o livro era a minha cara! Putz! Me dei mal nessa!rsrsrs... Mas, li inteiro. Realmente posso te dizer que eu achei a parte do Joey a melhor e que as narrativas sobre as mariquitas azuis são de enlouquecer a mais calma das pessoas. Não cheguei a não gostar do livro, mas dizer que ele é o livro do século é um absurdo sem tamanho!!! Não me deu nem vontade de ler Correções por exemplo...coisa que eu sempre faço quando conheço um autor...enfim, gostei do seu post! Abraços!
Luciana

Karla disse...

Nossa, tudo que eu queria sair gritando a respeito desse livro vc resumiu mto bem!
Achei uma M... tive acesso de raiva a cada desistência de ler o livro, mas em respeito ao investimento que fiz nele "tentei" várias vezes dar uma chance... mas, pra ser sincera, sem chance!
A tradução realmente é uma porcaria e me senti ofendida por ter que várias vezes parar a leitura e tentar criar ou imaginar um contexto para determinadas falas...
Enfim, é importante que cada um expresse sua opinião, e neste caso, que acrescente-se aqui a minha indignação quanto a edição deste livro, bem como a maneira como foi apresentada aos leitores.
Valeu!

edu vieira disse...

ai, gente..que bom...eu estava me sentindo um etezinho..qdo comecei a ler , gostei, gostei da parte da história dos 3...agora qdo chega a falar das mariquitas azuis, quase morri de tédio...e o pior, volta pra isso logo depois da melhor parte do livro que é a incursão de Joey a Nova Iorque( aliás, a relaão de mãe e filho parece a da Carminha com o filho que naão dá liga). Mas enfim, bloqueei na parte da exlicação dos carvoeiros...mas vou terminar!!! adorei o blogue também... meus parabéns.

Bruno disse...

Bom, eu demorei um pouco pra conseguir terminar o livro e pensava que não tinha gostado. Porém, depois de terminar fiquei com os personagens na cabeça durante alguns dias. E isso me fez pensar! Apesar de ser uma leitura um pouco massante eu acabei envolvido com os dramas dos personagens e odiando alguns deles. Só por me fazer ter esses sentimentos diferentes, acredito que foi uma leitura que valeu a pena.

Leandro disse...

Não poderia concordar mais. Ganhei o livro e comecei achando a leitura presunçosa e pretensiosa. Busquei por críticas para ver se estava perdendo meu tempo ou se ela ficaria melhor, e sou grato por ter chegado a este blog. Li também uma entrevista do autor à Folha de S. Paulo que comprovou minha sensação de que era arrogante. Ele se compara a grandes autores, se acha a última cereja do bolo, e é hipster o suficiente para se incomodar com uma indicação da Oprah porque, é claro, ele não queria que seu livro fosse mainstream e lido por donas de casa.

Enfim, já desisti da leitura e não o recomendo.

Tainá Rei disse...

Legal ter encontrado o blog! Estava procurando uma resenha sobre o livro que não estivesse contaminada por toda a pompa dada ao autor. Vou procurar o de 2001 para a leitura. Abraços!

Fabiula Bortolozzo disse...

Eu comprei esse livro no sebo há , mais ou menos, umas duas semanas. De lá pra cá, consegui chegar à página 76, e estava tentando avançar mais, para depois não ficar pensando: numa dessas pra frente melhora. Mas a tal "autobiografa" começou a me irritar tanto que pus na estante e vou ver se troco pôr coisa melhor no sebo. É uma bosta de livro.