21.2.12

Nem sempre é maneiro -- mas às vezes é mais que espetacular

Criar filhos nem sempre é maneiro. Vez por outra é absurdamente chato e massacrante, e nem é preciso terapia zero, um ou dois para assumir que tem dias que você gostaria simplesmente que eles sumissem. O pior é que isso não ocorre necessariamente nos momentos óbvios de crise -- um doente e outro perturbando, um sem querer comer e o outro jogando comida longe, uma megapirraça de ambos em local público, ou uma clássica brigagritaria por causa de brinquedo/comida/whatever. Às vezes eles estão só sendo crianças, querendo sua atenção, propondo brincadeiras ou coisa que o valha, e a triste verdade é que você simplesmente não está nem um pouco a fim. Como em qualquer relacionamento, sabemos que é preciso ceder, sacrificar-se e fazer concessões, mas o que pega no caso de crianças é a injustiça: elas nunca estão prontas para fazer qualquer concessão.

Por outro lado, basta uma mudança de perspectiva para que o horizonte mude radicalmente. Poder ficar uma tarde-noite inteira sozinha com o caçula de 1 ano e 3 meses, aquele que quase nunca tem a oportunidade de ser filho único, de ter a atenção total e indivisa, é uma experiência tão maravilhosa que imediatamente faz lembrar por que alguém, em são consciência, resolve ter um segundo filho. Porque poder conhecer essas criaturas tão especiais e poder desfrutar da companhia delas é um privilégio tão grande que eu nem consigo explicar.

5 comentários:

Leandro disse...

Acabei de colocar a minha filha (de 1,5 mês de idade) para dormir. Depois, abri o browser para ler seu blog. Coincidência? Não, vale a pena mesmo.

Clara Lopez disse...

Lindo texto, mandei pra minha sobrinha, que agora cuida sozinha de um filhote de 1a7m, lindo mas dá trabalho que só,
bjo, clara

Anônimo disse...

queria poder ter ouvido isso de minha mãe e não que não queria ter filhos.Tê.

anna v. disse...

Tê, aí é que está, um comentário como este não se esquece jamais. Há que ter redobrado cuidado com o que dizemos às crianças, sobretudo nos momentos de crise. Somos todos humanos, mas nessas horas temos de ser de fato sobrehumanos...

Isabella disse...

Falou e disse, Anna.

Andei sumida. A pequena nasceu há dois meses (Cecília - 22 de Jan), então já viu, busy busy. :))