12.9.12

Abismo de gerações

Não sei bem como isso foi acontecer. Mas o caso é que, no trabalho, me tornei, sem perceber, a pessoa mais velha do departamento. Bom, ok, nós somos apenas 4 pessoas, mas enfim. Como dizia aquele desenho, em todos esses anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece.

Essa questão da idade naturalmente não nos afeta no dia-a-dia, ela se faz presente é nos pequenos detalhes. Outro dia fiz referência a uma (para mim) clássica propaganda da American Express em que um feliz proprietário do cartão, frente a uma circunstância por certo alvissareira, dizia "Paris hoje? ... Ok!", dando a entender que com American Express essas coisas são possíveis e não precisa hesitar mais de dois segundos. Ninguém conhecia.

Ontem, 11 de setembro, de novo aconteceu. De alguma forma surgiu o papo o-que-você-estava-fazendo-quando-soube-dos-atentados. A minha resposta foi: estava dançando num clube de salsa em Havana, Cuba. As respostas dos meus colegas: "Meu pai foi me buscar no colégio e me contou"; e a pior: "Estava assistindo TV Globinho quando entrou um Plantão da Globo".

Ai ai.

7 comentários:

Raquel (NY) disse...

Welcome to the club. Comigo isso aconteceu quando comecei a entrevistar estagiarios que nao se lembravam da Copa de 82. Agora ja chegamos aos que nao se lembram de nenhuma copa antes de 2002 (todos nasceram bem depois de 82, afinal). Nem o "lere, lere" reconhecem. Estamos ficando datados. Oh vida oh dia oh azar.

Clara Lopez disse...

Agora acostuma, não tem mais jeito :)
bjo, clara

anna v. disse...

Ai, Raquel, não conhecer "lerê, lerê", francamente, é ignorância!

Clara, estou acostumando, né?

Helê disse...

Vem aqui e me dá a mão o/! (Tb não sei quando isso aconteceu) Agora, depois conta que vc dançando salsa em Cuba, sifaizfavoire?

anna v. disse...

Hahahaha, longa história, Helê...

Ronald Luis disse...

Eu estava no colégio... Fazia o 3º ano do ensino médio... Até que não sou tão velho assim...

Lia disse...

Também achei marcante o comercial da American Express. Achava engraçada aquela naturalidade, como quem vai à padaria da esquina. "Paris hoje? OK!" é um bordão usado até hoje na minha família quando queremos falar de pessoas ricas e despreocupadas com dinheiro. Engraçado saber que outras pessoas também se lembram desse comercial - que não chega a ser um daqueles ultraclássicos Bombril, Cofap, etc.

E o abismo de gerações... passei por isso quando tive que explicar a meus colegas o que eram coisas como pantógrafo e margarida (aquela, da máquina de escrever). Faz parrrrte, hehe!