26.1.07

A carranca

Estamos perdendo -- e de lavada -- a guerra contra os mosquitos. Quanto mais matamos, mais eles aparecem. As latas de Raid preto (o melhor) acabam em uma semana. Dormir à noite é um terror, o zumbido, infernal. Estou toda picada nos braços e pernas, parece que estou numa chácara. Pelo menos voltou o calor e podemos dormir com o ar.
Mas outro dia matei um pernilongo gigantesco, no meu banheiro. Esmaguei o desgraçado no batente da porta (acho que com uma revista, uma toalha, sei lá, porque não alcanço lá em cima). Ficou o cadáver pregado no batente, em cima da porta, e eu deixei, porque não alcançava pra tirar. Passaram-se vários dias.
Aquilo virou uma espécie de carranca protegendo o banheiro.
Não tinha me tocado disso até o momento em que percebi que o número de mosquitos naquele banheiro havia diminuído bastante. No outro banheiro, nos quartos, a invasão continuava. Comentei sobre isso com ele, rimos da história, e ele, que é mais alto, tirou o cadáver do batente.
Dito e feito. Eles voltaram ao banheiro, com força total.

Ou seja, nunca subestime o poder de uma carranca -- ainda que seja um pernilongo esmagado. Essas coisas, né, sei lá.

Um comentário:

Camilo disse...

Incrível, mas faz sentido. Vc iria num lugar onde há um cadaver esnagado na porta?