6.8.06

Momento Querido Diário


E na sexta, depois de uma semana em que tudo parecia querer dar errado e os amigos não se entenderem mais, rolou um chope no bar na frente da praça, e todo mundo tão profissa que já foram todos jantados, então a conta foi só de chopes de águas, nenhuma comida, e cheguei a chorar de tanto rir uma meia dúzia de vezes, e no fim, às três da manhã quase chorei de pensar que ter amigos é a melhor coisa do mundo. E no sábado pude acordar bem tarde, e passar o dia em casa fazendo meus freelas encantados, e aproveitando a casa só pra mim, que tem um gostinho diferente. Até o Flamengo fazer um gol aos 45 do segundo tempo ("ô, ô, ô, o Obina é melhor que o Eto'o!"), e aí os guerreiros que foram ao Maraca me ligaram insandecidos, e fomos para o Capela comemorar, beber chope, e comer cabrito e javali, e todos eles irradiando uma felicidade tão intensa e sincera que me cativou, e saí dali pisando nas nuvens, para buscar H. em Ipanema e irmos para a festa de aniversário de G., numa casa cinematográfica em São Conrado, e como o Rio é mesmo uma pequena vila, chego na festa e dou logo de cara com P. e M., e pergunto Meninas! O que vcs estão fazendo aqui? Pssst! Somos penetras!, e daí pra frente a festa só melhorou, com tantas pessoas amigas, tantas risadas e tantas cervejas, a ponto de eu ter chegado em casa às cinco e quinze da manhã achando a coisa mais normal do mundo, e consegui dormir hoje até uma da tarde, e fui almoçar um cozido no Aurora com S., que me deu um presente simplesmente sensacional, um "book rest" para segurar os livros em pé sobre a mesa, e ficamos horas conversando como duas grandes amigas que não se viam há cinco meses, e de lá fomos na lojinha ao lado tomar um sorvete Itália de tapioca, e depois para o Torta & Cia. da Cobal que tem um café expresso bem forte. E aí voltei andando pra casa, mas bem poderia ter sido rolando pela Voluntários da Pátria, e tão contente com o dia tão bonito de inverno que elegi minha rua favorita de Botafogo, a Dona Mariana, quarteirão entre Voluntários e São Clemente, que tem prédios fofos e casas lindas, inclusive o Consulado do Líbano, veja você, logo o Líbano, que tem duas casas, uma na frente da outra, o consulado e a residência do cônsul, que são palacetes maravilhosos, e imagina como não devem estar por esses dias conturbados. Mas nada disso, nem mesmo a guerra, está conseguindo atrapalhar esse fim de semana, em que estou ébria de amor à vida. E agora o sol se põe.

3 comentários:

Alena disse...

Vou guardar o "ébria de amor à vida"... que lindo!
Maravilha tanta farra e tantos amigos. Quer saber? A guerra mesmo não importa. No seu instante de prazer. Ele é seu.

Ângela disse...

delicia, hein, conheco as sensacoes, os lugares e a vontade q dá de escrever depois

BethS disse...

Ô menina, você é muito lindinha, viu?
E escreve muitissimo bem!
Beijo