31.5.08
Sábado de manhã
Parafraseando: shoot me.
28.5.08
Ciclos que não fecham
Passaram-se muitas semenas e nunca mais ouvi falar. Nem do garotão, nem do emprego.
Hoje chegou um e-mail do garotão. Disse que fez outros orçamentos, nenhum por menos de 200 reais. Pedi o número da conta dele e fiz logo uma transferência de 200 mangos. Fim do assunto. Sem pendências.
Falta agora voltar a ouvir falar sobre aquele emprego. Para fechar o ciclo daquela segunda-feira.
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Frases que se tornaram comuns no meu dia-a-dia
- Olha o neném, filha! Oi, amiguinho/a! Tchau, neném!
- Não. Não! AI! Não pode puxar o cabelo da mamãe!!
- Fome de novo? Já??!!
- Vamos dar bom-dia aos passarinhos? [anda até a janela] Bom dia, passarinhos!
- E 1, e 2, e 3, e... jáááá! [e coloca na banheirinha]
- Vem com a mamãe!
- Vai com o papai!
- Vai com a vovó!
- Vai com o titio!
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25.5.08
Grandes progressos na vida do bebê

4 centos
Quatrocentos posts em menos de dois anos, não sei vocês, mas pra mim é coisa à beça.
Um lugarzinho na internet que começou da forma menos despretensiosa possível, durante a Copa do Mundo da Alemanha, comentando alguns jogos, e depois se tornou um canto ideal para escrever as maiores bobagens assim como as maiores angústias. Um espacinho para desenferrujar o hábito da escrita, sem limite de caracteres, sem compromisso de tempo ou de prazo, mas com uma porção de "editores" tecendo os comentários mais inesperados. Um monte de gente que eu nunca vi ao vivo, mas que compartilha comigo momentos desimportantes e importantes, tempos de insanidade ou de grande lucidez.
Apesar de eu nunca ter trocado o layout, o nome ou o domínio, este blogue já foi muitos. Assim como eu - que, sim, já troquei de layout, por assim dizer, mas não de nome nem domínio, e, como qualquer um, já fui muitas.
Outro dia achei uns bookmarks antigos, que incluía uma pastinha "Blogs". É de 2006, da época em que eu comecei a entrar no fascinante mundinho dos blogs, quando acabei criando este. Achei muito interessante desencavar essa lista, e ver o que eu estava achando interessante naquela época. Blogs que parei de visitar há muito tempo, mas que, para minha surpresa, continuam ativos e até interessantes. Blogs que não têm mais nada a ver, como aqueles grandes amigos da infância com quem você perde o contato e, quando reencontra, que decepção, os interesses foram para lados tão distintos. Blogs que foram abandonados, e que visitamos como se fossem casas mal-assombradas. Endereços que não existem mais, como casas que foram demolidas, e no lugar hoje há só um terreno baldio.
Não tenho idéia de como será isso daqui a dez anos. É muito provável que eu não tenha mais um blogue. Minha filha será uma pré-adolescente, dominará tecnologias que eu não compreenderei, e, quando eu lhe mostrar os velhos arquivos do Terapia Zero, lerá os textos com curiosidade semelhante à que, já adultos, lemos o nosso livro do bebê. Terá a curiosidade que todos temos sobre a vida dos nossos pais, ou achará tudo uma grande perda de tempo?
Enquanto isso, eu me preparo para os próximos 400.
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20.5.08
Nhé
Minha comadre G. uma vez comentou, cheia de razão, enquanto eu praguejava porque o meu armário dos tuppewares vivia bagunçado pela cozinheira, que nunca acertava casar os potinhos com as tampas correspondentes: "sabe, você teria uma certa dificuldade se tivesse que dividir apartamento com um roommate". Teria mesmo. A minha mesa pode ser uma bagunça eterna, mas dentro desse caos sou muito organizada. Meu computador, então, é um brinco, graças à possibilidade de se criar infinitas pastas. Tudo meu é guardado no lugar certo, e todos os arquivos têm nomes bem claros e facilmente identificáveis. Isso, a meu ver, facilita o trabalho em equipe, pois ajuda na busca por informações.
Mas como eu sou cricri, fiquei arrasada outro dia, quando voltei ao escritório onde até o ano passado trabalhava todos os dias (agora só vou de vez em quando e fico trabalhando mais em casa) e vi que o computador que eu chamava de meu estava com o Desktop lotado de ícones de documentos vários. Sabe quando você recebe um anexo por e-mail, abre e tem que "salvar como" imediatamente num lugar conhecido, caso contrário o Windows acha por bem salvá-lo numa pasta chamada C:\Documents and Settings\Configurações locais\Temporary Internet Files\Content.IE5\QSN6PST0 e você nunca mais consegue recuperar as alterações que fez? Então, as pessoas que agora usam o "meu" computador salvaram tudo no Desktop, com nomes estranhos cheios de [1], [2] etc.
Eu não queria que isso me abalasse, mas fico mal, com ânsias de sair arrumando tudo.
E as minhas dificuldades de trabalhar com pessoas não pára por aí. Fico pra baixo quando não respondem os meus emails (se eu tenho uma filha de 4 meses e consigo responder todo mundo, porque os outros não me respondem, se os assuntos são importantes para todos? É, eu sei, pareço uma criança choramingando). Fico muito puta quando rolam reuniões, eu não fico sabendo ou então não posso ir, e depois ninguém me fala o que foi discutido, e eu acabo fazendo papel de idiota por não saber das coisas. E fico ainda mais possessa quando "está todo mundo atrás de mim!" querendo saber uma informação idiota que já foi enviada por e-mail um bilhão de vezes. Ora, se estivessem atrás de mim para pedir uma opinião, sugestão, para decidir alguma coisa, eu ia adorar. Mas para perguntar uma coisa banal! Aí às vezes acabo sendo grossa com quem não merece. Porque seria muito mais fácil se todo mundo fosse como eu, ora. Quer dizer, acho que não.
Tem dias que não dá.
E esse post não merece ser publicado.
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19.5.08
The Ultimate Sitcom

17.5.08
Estranho, muito estranho

Puxe pela memória e lembre-se se algum dia, há alguns anos, você recebeu um kit todo metido a chique e um cartão, dizendo que estava automaticamente associado a um "Programa de Relacionamento", que creditava pontos conforme você gastava mais na sua conta, e que esses pontos seriam trocados por prêmios, esse yada yada todo.
Bom, eu fui uma das agraciadas, e obviamente esqueci do assunto logo depois. Mas eis que agora, X anos depois, a Oi/Telemar/Whatever resolveu "descontinuar" o programa de relacionamento no dia 30/4, e os participantes têm até 31/5 para trocar os prêmios. Liguei para lá e consegui descobrir minha pontuação, graças a uma atendente surpreendentemente sagaz. Com ela ainda na linha (não, a ligação não caiu!), vi no site os prêmios que poderia escolher (basicamente celulares ou telefones fixos), e escolhi um telefone sem fio. Esse aí da foto. Isso foi ontem à tarde. E aí hoje de manhã (menos de 24 horas depois) me toca aqui uma entrega do Submarino (?). Era o tal telefone. Só vendo mesmo pra crer. (Quer dizer, ainda não instalei. Tudo é possível.)
Então se você acha que pode ter sido compulsoriamente inscrito no tal programa, vá no site www.programaderelacionamento.com.br para escolher um prêmio. Eu descobri a pontuação ligando para 0800-284-3131 e (importante) continuando na linha depois de ouvir a gravação dizendo que o programa terminou. Foi então que falei com a atendente esperta.
Que coisa.
Enfim, fica a dica.
14.5.08
O filho da Sophia
Fafá e Miguel. Como vocês podem imaginar, foi uma longa noite
A primeira vez que ouvi falar de MST foi como sendo "o filho da Sophia de Mello Breyner Andresen" (Miguel Sousa Tavares x Sophia de Mello Breyner Andresen: 5 sobrenomes, nenhum deles em comum.) Melhor credencial impossível. Depois falaram que ele era "uma espécie de Diogo Mainardi de Portugal". Pior impossível. E foi assim a construção ambivalente da imagem do autor para mim.
Aí veio Equador. Quando me deram Equador para ler, confesso que torci o nariz. Quinhentas páginas de um romance ambientado em São Tomé e Príncipe não me pareceram muito entusiasmantes. Mas li. Li, li, li e não parei. Fim de semana de imersão até chegar à página final. De lá pra cá, Equador se tornou meu romance: dou de presente/empresto a todo mundo. E olha, com 100% de aprovação.
Eu poderia ficar aqui divagando sobre por que Equador prende tanto os leitores. Não tem nada de excepcional, afinal. É um romanção histórico convencional, com trama de romance, sexo, traição e intriga política, e é cair no lugar mais comum remeter a Eça de Queirós pelo estilo. Fica muito claro que no fim de cada capítulo o autor joga uma isca para fisgar os leitores, isca que se abocanha com prazer - a menos que você seja um crítico literário chato mais preocupado em destrinchar as armadilhas de um autor do que em fruir pelo texto e sentir prazer com isso.Enfim, acho que quem acompanhou as venturas e os infortúnios de Luís Bernardo Valença* pela linha média do planeta vai querer saber o que vem agora, nesse novo romance, ambientado no Brasil. Eu pelo menos quero. Porque de vez em me faz falta o conforto da literatura que flui.
*"Tinha 37 de idade, era solteiro e tão mal comportado quanto as circunstâncias e o berço lho permitiam — algumas coristas e bailarinas de fama equivalente a todas as suspeitas, ocasionais empregadas de balcão da Baixa, duas ou três virtuosas senhoras casadas de sociedade e uma muito falada e disputada soprano alemã que estagiara três meses em S. Carlos e de que constava não ter sido o único frequentador. Era, pois, um homem dado a aventuras de saias mas também a melancolias."
(Equador, p. 19. Uma das "aventuras de saias" de Luís Bernardo se chama Matilde, ora ora.)
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12.5.08
O melhor disco do ano

Lançamento do novo CD do Quarteto Maogani de violões.
Sexta, 16/5, 20h30, Sala Baden Powell (Av N Sra de Copacabana, 360)
Ingressos a R$ 10 e R$ 5
Mais informações em http://www.maogani.com.br/
Eu vou!
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11.5.08
Dia-a-dia das mães

8.5.08
À espera do messias

Editor's picks


Mais aqui
(Eu gostaria muito de colocar aqui players de modo que todo mundo pudesse ouvir um pouco. Mas até hoje não descobri uma boa ferramenta, simples, descomplicada e eficiente, para isso. Alguém?)
7.5.08
Por que NÃO me ufano de meu país
S. é sobrinha de M., que trabalha na casa de minha mãe há 31 anos. M. foi para ser minha babá, e está lá desde então (e sim, continua sendo minha babá, no fundo...). S. tem a minha idade. E por ser sobrinha de M., nós nos conhecemos desde pequenas. Brincávamos juntas quando crianças. Na praça, na praia, lá em casa. Depois, crescemos e não nos vimos mais, e eu ficava sabendo de sua vida pelo que M. me contava. Que ela casou. Que teve 3 filhas. Que foi morar em Pernambuco. Que voltou de Pernambuco e veio morar perto da mãe.
Por acaso, S. estava aqui em casa no dia em que Mathilde nasceu. Viera fazer faxina, cobrir férias de J., a faxineira oficial, então em férias. Um sinal, talvez. Até fevereiro ela estava trabalhando com uma van de transporte escolar, tomando conta das crianças em fúria indo e vindo das aulas. Nós fizemos uma proposta de trabalhar aqui segunda, quarta e sexta, com carteira assinada, e ela topou.
Então é assim: Quando pequenas, nós brincávamos juntas. Agora, ela é minha empregada.
Tremendo desânimo me dá este tal Brasil.
6.5.08
Outra zarabatana
Vou mirar uma zarabatana também nos comerciantes que promovem a maluquice dos preços.
Seguinte:
Estou fazendo pesquisa sobre cadeirinha de dar de comer a bebê. Marcas, modelo, etc. Aí uma amiga me diz que tem e adora uma que se acopla a uma cadeira normal. Segundo ela, para evitar trambolhices. (Depoimentos? Alguém?)
Hmm, interessante, pensei.
Google.
Aí descobri coisas interessantes na Amazon, tipo isto aqui:




Mais zarabatana!
Zarabatana nos inúteis disfarçados de agentes de trânsito que ficam soprando um apito alto pra caraleo embaixo do sinal de trânsito, fazendo pi pi pi pi pi e mandando você seguir em frente quando o sinal está verde e fazendo piiiiiii e mandando você parar quando o sinal fica vermelho. Mas se não são uns gênios! E aí quando todo mundo segue o comando e o cruzamento fecha, e ninguém mais anda pra lado nenhum e começam a buzinar loucamente, o imbecil fica olhando com cara de ué...
Zarabatana neles!
4.5.08
Se meu PDF falasse
O Adobe PDF tem um comando chamado "Read Out Loud" que é isso mesmo: uma voz masculina lê o texto. Claro, só lê direito se for em inglês. Então é muito bom para quando você precisa revisar um texto que precisou escrever em inglês, por exemplo. Na minha santa ignorância sobre esses assuntos, acho a ferramenta super elaborada. Você escreve 1985, ele não diz one nine eight five, e sim nineteen eighty-five. Você escreve pp., ele lê pages. Você escreve Vol. ele lê Volume. Mas aí, você ecreve Volume III, ele lê volume ai ai ai.
Ai ai ai, estou rindo de qualquer coisa, que meu time é campeão...
3.5.08
4 meses
Ah, reparem: fita no cabelo, vestido, sapato! Sabem, quando eu era criança nunca fui muito ligada em bonecas. Achava meio chato aquilo de brincar de casinha. Tive uma Barbie, sim, mas totalmente por pressão do grupo. E agora fica óbvio que o desejo de brincar de boneca estava recalcado no meu subconsciente.
E ainda: muitíssimo obrigada por todos os comentários do post abaixo. Adorei. Mais trinta vivas para a internet, que me fez conhecer pessoas tão bacanas. Mas faltou dizer uma coisa: que devo boa parte da sanidade que me resta ao pai de Mathilde, que me ajuda tanto que nem é bom falar. Basta dizer que ele trabalha em casa, e isso faz toda a diferença do mundo. Ainda que as demandas dela sejam diferentes para mim e para ele (e digo isso sem fazer uso do "discurso biologizante", como diz minha comadre G.), principalmente nesses primeiros meses, a força que ele me dá é fora de série. Física, mental, emocional. E eu não poderia escrever nada a respeito da dificuldade de lidar com bebê sem fazer essa ressalva.